Na ultima Sexta, 10 de outubro o Dr. Henry Morgentaler, 85, recebeu a Ordem do Canadá em reconhecimento pela sua luta de toda uma vida profissional como médico pela descriminalização do aborto e o direito a praticas seguras para sua realização. Li a noticia no portal do Corriere della Sera (www.corriere.com) . Por aqui, nos portais nativos, nenhuma palavra. A medalha atribuída ao Dr. Morgentaler tem especial significado para todas as mulheres e homens livres. Gostaria que Ruth estivesse aqui para ver a sua alegria. Continuo a insistir: nada substitui a Liberdade. Esse polonês judeu, sobrevivente de Auschwitz, esteve preso também no mesmo Canadá pela sua militância pró-aborto seguro durante 10 meses, sofrendo um ataque cardíaco na prisão. Vejam como funciona o seu trabalho em http://www.morgentaler.ca/ . A noticia traz esperança nestes tempos em que os velhos e conhecidos Preconceito, Hipocrisia e Mentira revestem-se de modo atraente com a pele da Desinformação. domingo, 12 de outubro de 2008
Parabéns Dr. Morgentaler!
Na ultima Sexta, 10 de outubro o Dr. Henry Morgentaler, 85, recebeu a Ordem do Canadá em reconhecimento pela sua luta de toda uma vida profissional como médico pela descriminalização do aborto e o direito a praticas seguras para sua realização. Li a noticia no portal do Corriere della Sera (www.corriere.com) . Por aqui, nos portais nativos, nenhuma palavra. A medalha atribuída ao Dr. Morgentaler tem especial significado para todas as mulheres e homens livres. Gostaria que Ruth estivesse aqui para ver a sua alegria. Continuo a insistir: nada substitui a Liberdade. Esse polonês judeu, sobrevivente de Auschwitz, esteve preso também no mesmo Canadá pela sua militância pró-aborto seguro durante 10 meses, sofrendo um ataque cardíaco na prisão. Vejam como funciona o seu trabalho em http://www.morgentaler.ca/ . A noticia traz esperança nestes tempos em que os velhos e conhecidos Preconceito, Hipocrisia e Mentira revestem-se de modo atraente com a pele da Desinformação. sexta-feira, 10 de outubro de 2008
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
terça-feira, 7 de outubro de 2008
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
sábado, 27 de setembro de 2008
terça-feira, 16 de setembro de 2008
sábado, 13 de setembro de 2008
Rosh Hashaná e Meio Ambiente
Para cada calendário, um Ano Novo. Hoje, primeiro dia de Tishrei, sétimo mes do calendário judaico. Para cada Ano Novo de cada calendário, um aprendizado. Neste é a lembrança do Sexto Dia da Criação, é o aniversário simbólico da Humanidade. Temos bons motivos para comemorar: estarmos vivos, o livre-arbitrio, a possibilidade de contemplação da maravilhosa diversidade do universo, Uma lista enorme de motivos, todos eles grátis e não tributáveis. Todos eles, igualmente nos remetem a uma reflexão natural: a plenitude da sua fruição é sempre coletiva e a intensidade dela é proporcional ao grau de consciência individual. Como a liberdade, que só exercemos de fato por partilha. Vivemos num planeta que nos hospeda com liberalidade e, por que não, com a alegria da sagrada hospitalidade. Hospeda-nos sim, pela curta extensão de nossa permanência. Como quem usa uma cabana de montanha como abrigo, é nosso dever, após termos nos valido de sua proteção, deixa-lo apto a servir aos que vierem. Hoje é um dia excelente para desejarmos paz, saúde, felicidade a toda a Humanidade. Quando se está doente, não basta que cessem as dores. É preciso que a saúde seja restabelecida em todo o corpo. E nós somos "células do corpo de Adam Kadmon", o arquétipo da Humanidade. Uma máxima judaica diz: "Não fique orgulhoso de si mesmo; até um inseto foi criado antes de você!", afinal, só aparecemos no sexto dia, e outra, "a Vida ensina, mas não repete". Que possamos nos lembrar e tenhamos a chance de agir a cada dia pela dignidade humana (velho sonho do Renascimento ocidental) e pela integridade do planeta, uma necessidade do nosso tempo e um dever eterno que há de perpassar as futuras gerações. Um feliz Rosh Hashaná!sexta-feira, 12 de setembro de 2008
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
domingo, 7 de setembro de 2008
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
domingo, 31 de agosto de 2008
Pingüim estressado
Este foi um dos muitos pingüins que tem chegado até o litoral de SC cansados e sujos de óleo. A mancha que os colheu deve ter sido resultado de lavagem de tanque de petroleiro em mar alto. Ora, todos os petroleiros são monitorados pelos satélites militares, além dos que servem as suas respectivas empresas. Seria bastante fácil obrigar os responsáveis por isso a responderem por crime ecológico. Falta só, para variar, ética em atividade comercial, no caso internacional. Este foi resgatado por uma viatura da Polícia Ambiental de SC e foi tranqüilizante observar o grau de preparo dos policiais para esse tipo de ação.quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Arrepios no Seminário
Foi hoje, em Tubarão,SC. Organização exemplar, proposta interessante, tudo perfeito. Tão eficaz que permitiu até um efeito de visualização de um futuro que pode ser evitado. Um dos palestrantes, Eng. Agrônomo Dr. Cirino Corrêa Junior/Emater/PR, durante a sua primeira palestra (foram duas) “Cultivo Orgânico de Plantas Medicinais, Aromáticas e Condimentares” disse algo que me causou e a muitos outros participantes um bocado de preocupação. Sugerindo a necessidade de estudo das plantas mais aptas para extração de óleos essenciais por seu valor mercadológico completou dizendo com todas as letras que seria necessário preparar-se para desenvolver e utilizar variantes delas geneticamente modificadas para uma maior produção de óleos. Pessoalmente, não consigo livrar-me da sensação de ter conhecido um “joão batista” na contramão da história preparando o advento indesejável de algo que, sendo gentil, eu chamaria de monstruosidade. Mais tarde, durante a segunda palestra, “Mercado de Plantas Medicinais, Aromáticas e Condimentares” respondeu a uma pequena agricultora que queria saber se poderia comercializar a sua camomila dizendo que não falava de “hortas de plantas medicinais mas de hectares e hectares plantados; que usasse a sua produção para a familia”. Como é que fica a Conferência de Alma Ata (OMS-1978)?
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
terça-feira, 26 de agosto de 2008
domingo, 24 de agosto de 2008
Tragédia olimpica
Nunca fui fã absoluto do Casseta & Planeta. Assim como não fui dos Beatles, da Bardot e da Jackie Onassis. Mas sempre tive um profundo respeito pela sua lucidez não-comercial, como tive pela criatividade de uns e pela beleza das outras. Daí a tristeza e orfandade (mais uma) ao ve-los queimar o rabo na China. A sua antológica frase: "...se o uísque daqui é ruim, imagine o da Jamaica!"está datada. E nada pode ser mais cruel para seres tão criativos do que ver a sua obra datada. Pecado! Um e-mail, um torpedo, poderiam te-los alertado. Na etiologia do ufanismo (moderado é verdade, mas sempre uma patologia!) está a contaminação por proximidade. Não ia dar prá escapar estando perto do Galvão Bueno (mesmo que seja só no sistema da área de RH). A dor da orfandade manifesta-se pela impossibilidade de voltar a citar a frase e o crédito, como agente de explicitação da esperança. Mas sempre haverá mérito naqueles que agem, mesmo inconscientemente em nome do Deus Único (a citação é rabínica e portanto menos sujeita a alterações). Ao expressar neste blog a minha tristeza, descobri, enquanto digitava, que o copo de Cutty Sark apoiado sobre uma multifuncional Epson ( a exiguidade de minhas acomodações o exige) embora na frente da antena do modem TimWeb, aumenta a velocidade de transmissão de dados. Porisso eu os abençoo e digo: possa a vossa lucidez voltar a brilhar e que o sr. G. Bueno vá cuidar dos seus bois Angus, pelo bem do Brasil.terça-feira, 19 de agosto de 2008
domingo, 17 de agosto de 2008
Secondo natura...
A casa do pássaro (um joão-de-barro?) está a cerca de 4 metros de altura sobre o tronco da paineira. Desocupada. O retorno da primavera trará os ocupantes de volta. Neste momento, a paineira, cumprindo o seu ciclo, é puro esqueleto. No chão, casas humanas desocupadas esperam pelos turistas que virão com o verão. Imitamos os pássaros?sábado, 16 de agosto de 2008
Patranha institucional
A frustração dos pescadores passava um tom de raiva contida enquanto abriam a tampa do depósito quase vazio. São pequenos. Enquanto isso, com bate-bumbo midiático, o governo anuncia a liberação de verbas para aumentar a tonelagem pesqueira em grandes barcos. Permanece um fato: para pescar o quê? O peixe está diminuindo ano a ano. Benefícios sim, para estaleiros, financiadores e políticos em ano eleitoral. Conheci aqui um velho grego, "seo" Konstantino. Trocou, há alguns anos, o papel de industrial em SP pelo de profeta que clama no deserto em SC. Com uma calma e resignação excepcionais prega a formação de creatórios comunitários de peixes marinhos. Demonstra a viabilidade do projeto e já falou até com a "gente certa" de Brasília. Oferece o modelo grego que é praticado com resultados reais. Conta sorrindo que um dos seus mais atentos interlocutores, prefeito aqui na região, ao término da exposição perguntou quantos votos ganharia com isso. Mais duas gerações e a imensa maioria da população só verá peixe em estampas (adorável palavra em desuso) e na traseira de carros de católicos carismáticos. quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Vida de gado
A estradinha, um desvio enquanto se arrasta a construção da ponte na principal, enlameada por dois dias de chuva obrigava a atenção e baixa velocidade. Paro atraido pela luz de fim de tarde e pelo gado na encosta. Prá estragar a cena, o estado do teto do cocho. A casa do dono é em frente, uns 20 metros. Dá vontade de apoiar vegetarianos fanáticos.sábado, 9 de agosto de 2008
domingo, 3 de agosto de 2008
sábado, 2 de agosto de 2008
segunda-feira, 28 de julho de 2008
sábado, 26 de julho de 2008
Tuco18

Há uns 3 anos, conversando com um amigo de origem pantaneira radicado em SP ouvi que o boi-de-carro estava quase extinto no Mato Grosso. Seu filho mais novo, o Tuco, comemora hoje 18 anos. domingo, 20 de julho de 2008
Ooooommmmm...
O protesto de hinduístas contra o filme O Guru do Amor (The Love Guru) de Mike Myers parece mais um confronto por reserva de mercado do que um justo reclamo religioso. Há tempo que este blog vem fazendo observações sobre a exportação de misticismo (exatamente sob a forma de “auto-ajuda”) pelos gurus indianos (com assessoria de marketing, agencias de viagem, etc.). Um amigo que resolveu acompanhar a namorada numa dessas viagens “místicas” produziu um ótimo texto, infelizmente não disponível na rede e nem de divulgação autorizada (fomos poucos a receber a cópia) talvez para evitar turbulência doméstica. Uma de suas oportunas e contundentes observações diz respeito ao impacto sobre a percepção auditiva das eructações e flatulências de milhares de discípulos de um desses próceres reunidos durante a sessão diária de meditação. Eu mesmo ouvi uma “gurua” brasileira que havia ido a Índia com um grupo de discípulas(dela) para conhecerem o mestre dela, (que ela iria ver pela primeira vez) dizer a um jovem e bem intencionado terapeuta que igualmente havia ido lá para estudar técnicas ayurvédica:”- você precisa abrir logo a sua clínica antes que as pessoas esqueçam que você foi a Índia.” Se pensarmos que o mínimo custo para obter essa “iluminação” está pelos US$ 12.000,00 fica mais barato ser untado, digo, ungido pelo pessoal do Edir. É que “o charme não tem preço!” dirão tanto os otár...digo, os ingênuos quanto os safa... digo iluminados.
Bravo, Mr Myers! Que a sua comédia os enfureça tanto ao ponto de eles fazerem algo semelhante sobre os “gurus” norte-americanos similarmente pentelhos.
O filme tem a participação de Deepak Chopra. Precisa dizer mais?
Paz e Lucidez a todos.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
3.359/2002
Foi publicada no DIÁRIO OFICIAL em 09/01/02, a Lei de n° 3.359, de 07/01/02, que dispõe:
Art.1° - Fica proibida a exigência de depósito de qualquer natureza,para possibilitar internamento de doentes em situação de urgência e emergência, em hospitais da rede privada.
Art 2° - Comprovada a exigência do depósito, o hospital será obrigado a devolver em dobro o valor depositado ao responsável pelo internamento.
Art 3° - Ficam os hospitais da rede privada obrigados a dar possibilidade de acesso aos usuários e a afixarem em local visível a presente Lei.
Art 4° - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
quarta-feira, 16 de julho de 2008
domingo, 13 de julho de 2008
Dia do Rock
Hoje é Dia do Rock. Ainda é Dia de Rock, mesmo com Zé Vicente tendo partido no ano que passou. Será sempre! Até que mude um planeta inteiro. Tradição não é Estagnação. Demorará em que isso seja verdade universal. Mas a força da vida é maior ... e vencerá! O próprio blog tem no seu dna mais do rock que da cibernética. ....Feliz Dia do Rock! E não esqueçam...
Teach Your Children
You, who are on the road,
Must have a code that you can live by.
And so, become yourself,
Because the past is just a good bye.
Teach your children well,
Their father's hell did slowly go by.
And feed them on your dreams,
The one they picks, the one you'll know by.
Don't you ever ask them why, if they told you, you will cry,
So just look at them and sigh and know they love you.
And you, of tender years,
Can't know the fears that your elders grew by.
And so please help them with your youth,
They seek the truth before they can die.
Teach your parents well,
Their children's hell will slowly go by.
And feed them on your dreams,
The one they picks, the one you'll know by.
Don't you ever ask them why, if they told you, you will cry,
So just look at them and sigh and know they love you.......
sexta-feira, 11 de julho de 2008
quinta-feira, 10 de julho de 2008
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Pergunta
terça-feira, 8 de julho de 2008
sábado, 5 de julho de 2008
Até sempre, São Paulo!
Mais uma vez te deixo. Mas não será como as outras. Tomo o caminho do sul como fizeram, há séculos muitos dos teus filhos. Mandava-os el-Rey. A mim, manda-me a vida. De seu exemplo e memória, anima-me o desejo de servir. Não a el-Rey, mas ao próximo, como forma de servir a Deus.
Foi benção e privilégio ter-te por berço. Teu amor pelo Brasil parece nos impregnar, a todos, desde o ventre materno. Muitos tiveram a honra de exprimir esse amor nas horas difíceis desta terra. Dois deles são colunas mestras do exemplo: Amador Bueno e Julio Marcondes Salgado. E se de outros fossemos dizer nomes, que imensa lista de luzeiros produziste em teu chão. De Sacramento aos Guararapes, deixaram seus ossos como testemunho da tua vontade de união. Por teres compreendido melhor do que ninguém o sonho dos pobres cavaleiros do Templo. Porto seguro para exilados, indígena, português, espanhol, mameluco, europeu e nordestino, todas essa faces te pertencem. Caldeaste o anonimato dos deserdados em liberdade, dignidade e cidadania. Talvez os jovens, privados da tua história, não te conheçam desse modo. Mas lança teu chamado e verás do que a tua voz é capaz. Não foi assim em ’32? Ali nasceu também a tua bandeira, Bandeira de Treze Listras. Quantas outras existem em nossa América forjadas com sangue e coragem no lume da batalha? Três cores: preto, branco e vermelho. Cores da terra, moídas em pilão de pedra, diluídas na água da espada. Simbolismo de Irmãos Antigos que cruzaram o oceano de sonho para materializar a alegoria. É isto o que sempre foste. Retorta do Divino Mestre para a grande obra da Fraternidade. Sabe quem deve que negra é a matéria original e branca a lavoração que conduz ao ouro rubro da primeira manhã. São tão poucos os que hoje se lembram. Mas o Espírito vive mesmo no esquecimento. Um ultimo pedido: mesmo sem outro mérito alem do amor que me liga a ti, quando chegar a hora final, possa o meu nome ser incluído no kaddish que teus rios dizem todas as manhãs pelos que se foram.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
segunda-feira, 30 de junho de 2008
'58
Não entendo o futebol. Mas lembro, e bem, da Copa de ’58. O Livrinho de tabelas da Gillette, a expectativa dos adultos e de uns poucos coetâneos, o verde-amarelismo renascendo depois do desastre uruguaio, o clima de “agora-vai” sem saber até onde. Eu queria um “radioportátil” (uma entidade em 1958, não um objeto) e em nome da Copa, consegui! Moleque privilegiado, carregava-o para todo lado. Mas ouvir jogo era uma experiência angustiante. Sempre achei que a narrativa esportiva era mais rápida do que a minha capacidade de compreensão dela. Admirava meu pai que a entendia. Mesmo as imagens de Primo Carbonari e Jean Manzon eram belas, porem incompreensíveis. Não conhecia as regras e a terminologia. Ainda assim, juro que tentei. Cheguei a pensar ser surdo, como o tio João. Já sabia o que era hereditariedade e consultei meu pai. “Não. Seu tio é casado com a minha irmã.” Aprendi o parentesco por afinidade, mas nada de futebol. E meu herói e ícone futurista – ainda não pensava em tecnologia – não ajudava muito. O querido radinho Spica me dava 70% estática e 30% narração. O radio era japonês. Perguntava-me por que, se Marconi tinha acendido as luzes do Corcovado com o TSF (Telégrafo-Sem-Fio), não me deram um “radioportátil” italiano. Questionei. A Itália não fabricava. O jeito era perguntar os resultados e anotar conscienciosamente no livrinho-tabela da Gillette. Pra que não sei. O Spica, fora da Copa, deu-me grandes alegrias e deixou não pouca saudade. Muitos anos depois fui vizinho do Dr. Paulo Machado de Carvalho na alameda Barros. Sempre que o via saindo de casa eu o cumprimentava e recebia de volta um sorriso de Avô Universal. Pensei que ele sorrisse por ouvir o meu pensamento: aí vai o Marechal da Vitória.
domingo, 29 de junho de 2008
sexta-feira, 27 de junho de 2008
caindo a ficha...
Não li o livro. Só a entrevista de Rosa Montero, jornalista e escritora espanhola, a Ubiratan Brasil no caderno2. E caiu a ficha. Crie-se também o Dia Internacional do Homem para que os outros pertençam a espécie humana. O Dia Internacional da Mulher deixará de ser visto pelo machismo ainda vigente como concessão (ou o popular "cala-a boca"). O livro, no Brasil, saiu pela Agir. Vou tentar ler.quinta-feira, 26 de junho de 2008
sábado, 21 de junho de 2008
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Se é Bayer... (II)
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Se é Bayer...

.........UM ALERTA NECESSARIO E URGENTE:
O "Gaucho" alemão em guerra com as abelhas do mundo
Em 2007 ingressaram no Uruguai 32 toneladas de 'Gaucho", um agrotóxico da Bayer recentemente proibido na Alemanha após a morte massiva de colméias.
05 DE JUNHO - DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE
O governo alemão acaba de ordenar a suspensão imediata das permissões para a utilização de oito agrotóxicos devido à morte massiva de abelhas. Um dos agrotóxicos proibidos foi o imidacloprid(1), cujas importações no Uruguai, no rastro do boom da soja, aumentaram mais de 7.200% nos últimos sete anos.
A decisão do Escritório Federal de Proteção ao Consumidor e Segurança Alimentar da Alemanha foi tomada logo depois que apicultores desse país denunciaram a morte de dois terços de suas abelhas após a aplicação de agrotóxicos neonicotinoides, entre os quais estão o imidacloprid, um inseticida da companhia de origem alemã Bayer.
Manfre Hederer, presidente da Associação Alemã de Apicultores Profissionais declarou: "Estamos ante uma verdadeira emergência. Entre 50 e 60 por cento das abelhas morreram, e alguns apicultores perderam todas as suas colméias".
A Bayer é líder mundial em mercado de agrotóxicos. Registrado pela primeira vez em 1992, o imidacloprid é seu inseticida mais vendido. Dada sua alta toxicidade para as abelhas, pouco tempo depois começou a provocar a reação de apicultores em distintas partes do mundo. A recente proibição ao imidacloprid na Alemanha é apenas uma batalha a mais de uma história conflituada.
Uma guerra global contra as abelhas
Em 1995, vários grupos de apicultores dos Estados Unidos levaram a Bayer aos tribunais após perderem milhares de colméias por aplicações de imidacloprid.
Em 1999, após a morte de um terço das abelhas na França, muitos usos do imidacloprid foram proibidos nesse país. Logo depois que o "Comitê Científico e Técnico" formado pelo governo francês declarou que o tratamento das sementes com imidacloprid implicava um risco demasiado alto para as abelhas, as restrições se ampliaram. No ano de 2007 se estabeleceram medidas cautelares proibindo ainda mais usos do imidacloprid ante a morte massiva de abelhas e um juiz processou as direções das multinacionais Bayer por venderem "produtos agrícolas tóxicos daninhos para a saúde do homem ou dos animais".
Em 2005, os apicultores canadenses denunciaram publicamente as importantes perdas de abelhas relacionadas com os resíduos de imidacloprid aplicado a cultivos de alimentos. As perdas alcançaram entre 50% a 80% das colônias.
O ano passado, seguindo o pedido de Associações de Apicultores de toda a Europa, a parlamentar alemã Hiltrud Breyer apresentou uma moção para a proibição em todo o continente dos neonicotinoides, a família de agrotóxicos a qual pertende o imidacloprid.
Não é um inimigo apenas dos apicultores
Além de perigoso para as abelhas, o imidacloprid é extremamente tóxico, em concentrações muito baixas, inclusive, para algumas espécies de animais aquáticos e para os microorganismos da terra. A toxicidade aguda do imidacloprid pode ser muito alta para algumas espécies de aves, provocando o adelgaçamento da casca dos ovos e reduzindo a produção ovos e o descasque dos mesmos.
Ainda que considerado relativamente pouco tóxico para os seres humanos, muito menos é inócuo. A uma exposição aguda à formulação agrícola do imidacloprid podem apresentar-se sintomas como a redução da atividade, a falta de coordenação motora, tremores, diarréia e perda de peso. Alguns desses sintomas podem prevalecer até 12 dias após a exposição.
Estudos de toxicidade crônica tem demonstrado que a tireóide em especial é sensível aos resíduos de imidacloprid nos alimentos e foi comprovado que causa impactos negativos na reprodução.
Como se ainda fosse pouco, a sílice cristalina, ingrediente inerte presente nas apresentações comerciais de imidacloprid, está classificada pela Agência Internacional para o Câncer como carcinogênico para os seres humanos.
A situação no Uruguai
No Uruguai se encontram aprovadas para venda mais de 30 formulações à base de imidacloprid. Algumas de suas denominações comerciais são "Gaucho", "Yunta", "Bagual", "Winner" y "Pride", e podem conter até 60% de princípio ativo.
Um de seus principais usos é a aplicação como "cura-sementes" para controlar as pragas que atacam as plantas de soja recém nascidas.
Dado o processo de sojização que atravessa a agricultura de nosso país, não é de se estranhar que nos últimos anos se tenha registrado uma explosão das importações de imidacloprid.
Durante 2007 ingressaram 32 toneladas deste agrotóxico. Isso significa quase o triplo do que se importou no ano anterior e 72 vezes mais que o que se importou no ano de 2000. Tomando como base esse ano, as importaçõs de imidacloprid aumentaram 7.243%.
Denúncias de apicultores uruguaios
Não é supreendente então que durante o último ano tenha havido várias denúncias de apicultores uruguaios que atribuem a crescente mortandade de suas colméias ao pacote de agrotóxicos associado à soja. Lamentavelmente, nada indica que o boom da soja vá diminuir, pelo que os problemas de mortandade de abelhas serão cada vez mais freqüentes.
A menos que se tomem as medidas necessárias. O imacloprid será proibido no Uruguai ou uma vez mais os sojeiros farão o que querem à custa do restante dos uruguaios? Até quando devemos esperar que se proíba um agrotóxico que não se pode usar em seu país de origem?
Agrotóxico proibido na Alemanha é vendido no Brasil com 17 nomes comerciais
Porto Alegre, RS - O Ministério da Agricultura em Brasília e a sua Superintência em Porto Alegre confirmam que o princípio ativo para fabricação de agrotóxicos imidacloprid, proibido recentemente na Alemanha (clique aqui) , é usado no Brasil. "Sim, ele é importado e não existe nenhuma iniciativa para proibi-lo, é considerado um produto de excelente qualidade, moderno", informaram na assessoria de imprensa do órgão, na Capital Federal, hoje à tarde.
Principal suspeito, agora, de causar a enorme mortandade de abelhas na Europa, Estados Unidos e América do Sul, o imidacloprid é liberado para uso em culturas como soja, fumo, algodão, arroz, feijjão, algodão, milho, trigo, abacaxi, abóbora, abobrinha, alface e muitas outras, no combate a pragas como pulgão, lagarta, broca-da-cana, mosca-branca e muitos outros. Ao todo, são 17 produtos comercializados com o agrotóxico, 16 deles fabricados pela Bayer em São Paulo e um pela Milenia Agrociências*, em Londrina, no Paraná.
Esta é a lista completa dos produtos com imidacloprid vendidos no Brasil, conforme a relação no site do Ministério da Agricultura: Confidor S, Confidor 700 WG, Connect, Evidence, Gaucho, Gaucho FS, Gaucho 600 A, Kohinor*, Premier, Premier Duo, Premier GR, Premier Plus, Provado 200 SC, Warrant, Winner e Winner 100 AL. Fica a critério do leitor do Rio Grande do Sul decidir se é ironia ou mau-gosto darem nome de Gaucho a um agrotóxico.
Lewgoy disse que levará o assunto à Câmara Técnica de Agrotóxicos do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), que esteve desativada por muito tempo e foi "ressuscitada", segundo ele, no início do ano, a pedido de várias entidades. "Vou imediatamente levar essa informação (da proibição do imidacloprid na Alemanha) à Cãmara Técnica dos Agrotóxicos; abastecemos o Consema com pareceres técnicos, embora seja difícil aprovar alguma coisa naquela plenário".
Ele e os ambientalistas gaúchos têm grandes restrições à composição do Consema, onde o governo e representantes dos interesses das empresas têm ampla maioria. "Velhos problemas que a gente achava que estavam fora do ar estão aí de novo", desabafou Lewgoy. Foi na luta contra os agrotóxicos que o agrônomo, ambientalista e ex-ministro José Lutzenberger, com Flávio Lewgoy, José Carneiro e outros pioneiros, deram início ao movimento ecológico no Rio Grande do Sul e no Brasil nos anos 70.
Texto de Ulisses A. Nenê para a EcoAgência. Reprodução autorizada, citando-se a fonte.

































