segunda-feira, 29 de março de 2010

Pães & Grãos

Pão integral: é bom para quem vende ou para quem come? Essa é uma das perguntas que será respondida este ano no mês de maio ao menos para o consumidor europeu. Resultado de um investimento de 10,81 milhões de euros o projeto envolve 15 paises e 40 instituições cientificas em âmbito exclusivamente europeu desde 2005 chamado Healthgrain (Exploiting Bioactivity of European Cereal Grains for Improved Nutrition and Health Benefits" ) procura definir o que há de verdade no consumo de cereais. Do pão branco ao integral, a avaliação cobre todo o processo produtivo isto é, dos grãos passando pelas farinhas e chegando as diversas receitas (ou formulações).
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Alguns mitos serão destruidos como o de que o pão integral “não engorda”. A diferença calórica já estabelecida entre ele e o pão branco (convencional) é de apenas 23 % ((225 kcal/ 100g contra 290 kcal/ 100g ).
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No interesse dos diabéticos deverão surgir dados como alertas sobre o pão de centeio, campeão no aumento da glicemia.
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O grande problema do pão dito “integral” está na forma de moagem da farinha: moinhos industriais, mesmo produzindo uma farinha do grão inteiro, retiram por peneiras a sua casca onde está o acido fítico, agente sinergético que liga os nutrientes contidos no grão (ferro, cálcio, lipidios, amido, antioxidantes e vitaminas do complexo B) dificultando, quando não impossibilitando, a sua absorção pelo organismo. O ideal seria deixar de lado os atuais moinhos de aço e retornar ao de pedra.
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Outro aspecto já determinado é o de evitar o uso de pão integral nas dietas de portadores de gastrites, ulceras, dispepsia e meteorismo, bem como na diverticulite ativa por sua lenta digestibilidade comparada ao pão branco...........
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Uma contribuição da internacionalmente amada Pizza ao bem estar da humanidade foi a descoberta de que o processo fermentativo da massa feito com a adição do lixo chamado de “melhoradores de fermentação” (que na realidade diminuem a digestibilidade dos carboidratos e no pão branco aumentam a propensão a obesidade), pode conduzir a contaminação do intestino delgado por bacterias causadoras de distenção abdominal (por produção de gases)e desconforto. O alerta vem do Hospital San Martino, de Genova, e o trabalho é do grupo de médicos liderado pelo Prof. Dr. Costantino Troise.
 
É bastante divertido e elucidativo o comentário do Prof. Dr. Andrea Ghiselli, pesquisador do INRAN (Istituto nazionale Ricerca Alimenti e Nutrizione) de Roma a proposito de que carboidratos previnem infarto e diminuem o risco de aterosclerose, daí a sua tradução nesta postagem:
“Certamente o conselho de comer carboidratos complexos (pão e massas sobretudo na Italia, mas tambem o arroz e o cuscuz marroquino em outras tradições) em teoria parecem conflitar com a manutenção de um correto peso corpóreo e com o risco de desenvolver, mais dia ou menos dia, sobrepeso, insulino-resistencia e diadete. Mas na realidade se trata de um conflito aparente: é o consumo de quantidades exageradas de carboidratos que comporta o risco de sobrepeso e diabete, não o consumo de quantidades equilibradas. Equilibradas com que? Com a sadia e regular atividade fisica de todos os dias que balanceará a necessidade calórica diaria de modo a poder permitir-se uma alimentação saborosa, sadia e diversificada; não será através da renuncia ao pão e as massas que se manterá o equilibrio. Os preguiçosos, os teóricos do hiperproteico, dos chás, a Associação “Inimigos do Carboidrato”, o Clube “Proteinas à Go-Go”, meditem sobre este fato com calma porque existem numerosas evidencias científicas que a adesão a dieta mediterranea proteja das principais patologias do nosso tempo, e que mesmo pacientes sobreviventes de infarto do miocardio, se mudam a sua dieta aproximando-a do modelo mediterraneo, terão uma vida melhor e mais longa, não obstante a sua doença (em resumo, prevenção primária e secundária) enquanto não existem evidencias de que dietas que privam ou sejam de baixo aporte de carboidratos sejam benéficas para a saude. Antes, como no experimento com ratos, mas extensivel aos humanos, quando ci sono*, são contrarias.”
* não resisti a manutenção da forma original pelo aspecto humoristico.
Fontes: Corriere della Sera, seção “Salute” / Projeto Healthgrain (http://www.healthgrain.org/pub/index.php)

quinta-feira, 25 de março de 2010

Papa pode?

Parece defesa do Mensalão. Depois de abafar a omissão fraterna (usando o velho dogma do “Papa Pode”) o Papa parece disposto a demonstrar o seu inequívoco espírito democrático estendendo a toda a igreja a condição papal: vem aí o PADRE PAPA-ANJO.
Leia mais em:
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http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2010/03/25/vaticano-defende-atuacao-do-papa-em-casos-de-pedofilia-nos-eua.jhtm
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Interessante é a coincidência com a questão do “confessionário” relatada pelos jovens de Arapiraca. Será fantasia sexual funcional?

sexta-feira, 19 de março de 2010

Tá lá! Tá mesmo!

É verdade que o Xamanismo do Asfalto é a
ultima moda terapeutica. Mas não precisa exagerar.

Duvidou? veja a matéria na integra em:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u709150.shtml
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Quem sabe se ela tivesse dito que ia chamar a "Carrocinha"...

quinta-feira, 18 de março de 2010

Guimis

preparação conforme a receita da familia Wittlerich (Grão Para-SC)

É difícil estar em Santa Catarina sem tropeçar no “Guimis”. No imaginário popular nativo, há mais de duas gerações de distancia da imigração alemã, a palavra ganhou não apenas grafia própria (gemüse, do alemão:hortaliças,legumes> guimis) mas uma configuração básica herdada dos dias difíceis dos pioneiros. E quando a questão é a imigração européia lato senso para SC, a palavra pioneiros é plenamente justificada. A aspereza do relevo e o abandono a que foram votados os imigrantes após a sua chegada, a ausência do poder publico, perpetuada na péssima qualidade das estradas locais que a imensa força de produção agrícola e agroindustrial familiar deste estado é obrigada a suportar até hoje, faz com que se respeite essa gente da terra pela sua teimosia heróica.
Dizem os mais velhos que o Guimis é, fundamentalmente, a couve cozida em água a qual se adicionam depois as batatas picadas e temperos verdes com pouco sal e após um prolongamento da cocção amassa-se o todo misturando os dois ingredientes e serve-se. Alimento básico de um passado difícil. Com a melhoria das condições de vida o Guimis passou a receber a cebola, o alho, os cortes de carne suína como a costela, o pernil, o lombo e o bacon (neste caso a salga do prato é feita próxima do fim), inicialmente nos dias de festa.
Sobre a receita, a única unanimidade é a presença da batata e da couve. Um dado curioso: para nós de fora, a abundancia de couve e temperos verdes, mais do que das carnes, no Guimis que nos é servido num restaurante pode ser um indicativo do caráter dos donos e do respeito que eles tem pela sua tradição e seus clientes.
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Nas fotos acima:
1. No principio era a couve que foi cozida em água
2. Depois vieram os temperos (cebolinha verde, cebola, salsinha e alho) e as batatas em pedaços ...
3. ... e as carnes (previamente assadas ou defumadas) ...
4. ...e a cocção prosseguiu (quanto mais longa, melhor) ...
5. ... sendo totalmente amassadas (as batatas) e o todo bem misturado, pronto para servir.
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Uma ultima observação: o Guimis também não é unanimidade quanto a forma de consumo. Pode ser comido puro ou acompanhado de arroz, carnes assadas ou cozidas, etc. Perguntar com que ele “deve” ser acompanhado pode gerar uma considerável lista de proposições e provocar entre os informantes uma hostilidade que vc só encontra entre as hostes dos tartufi nere e bianchi.

P.S.: transcrevo aqui parte de um comentário da Agreco recebido neste post porque é pertinente e por descuido (senil?) eu não coloquei a informação da minha fonte no texto inicial:
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"...Todos os domingos eram guardados para o culto nas igrejas. Como era um dia reservado para a fé, o gemüse era preparado logo de madrugada e deixado na cama embaixo de um cobertor de pena. Quando a família chegava da igreja, era só amassar os ingredientes e servir o almoço."
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este hábito permanecia na familia Wittlerich até a morte de Da. Emilia Wittlerich há cerca de 20 anos.

terça-feira, 16 de março de 2010

Viva U. Eco!


No “estadao” uma entrevista com Umberto Eco. Vale a pena ler.

http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,eletronicos-duram-10-anos-livros--5-seculos--diz-umberto-eco,523700,0.htm

Uma curiosidade: na viagem citada a SP em 1966, o terreiro visitado foi o Aché Ilê Oba, ainda na Rua Mucuri no Jabaquara (mudou-se depois para a vila Fachini - http://www.axeileoba.com.br/index.html - que era dirigido por Pai Caio de Xangô (Caio Egydio de Souza Aranha). A escolha do cicerone Mario Schenberg foi precisa: Pai Caio, paulistano, era Doutor Honoris Causa pela Universidade de Luanda por ter lá restabelecido o ensino do Ketu clássico. Um dia coloco um post sobre ele.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Escritas em 1966

“Quase todas as tentativas plausíveis exercitadas pelo homem a fim de criar o céu na terra, desde Calvino e Karl Marx, criaram novos mapas do inferno.”

“No século XX, se apenas (Fidel) Castro propagasse o comunismo, o mundo inteiro acharia graça.”

T. R. Fehrenbach (1925 - ), jornalista e historiador

sexta-feira, 12 de março de 2010

Vida após-morte?


Este blog mostra em primeira mão (e pessoa) uma prova de vida após-morte documentada com laudo médico.

Também coloca a questão da validade de uma velha expressão popular: “você morreu e não sabe!”

Alem de contribuir para o estabelecimento do quarto tipo de médicos. Três são amplamente conhecidos: o tipo “Dr. Albert Schweitzer”, que Deus o tenha entre os seus; o tipo “Dr. Mengele”, que arda no Inferno; o tipo Dr. Hosmany Ramos, que o sistema prisional o guarde e o tipo “Asno de fábula grega”.

No tipo I temos aqueles que mesmo sem a formação teológica do modelo que lhes dá o nome (uma homenagem) demonstram respeito humano pelo paciente e por si mesmos como profissionais. Os outros são auto-explicaveis.

Conforme o laudo do meu eletrocardiograma realizado no Centro de Diagnóstico ProVida de Tubarão-SC, recebido no dia 9, isto é 4 dias após faze-lo, eu tinha um “infarto em evolução em parede septal”. Isto de acordo com o profissional que o assinou, um médico tipo IV?

Não só. Após o eletro no dia 5 eu rodei em vários percursos algo como 600 kms dirigindo tanto na BR 101 como em outras SC. Igualmente mantendo vida normal sem qualquer sintoma, fumando e até praticando funções vasodilatadoras prazerosas no dizer bem humorado do excelente cardiologista que conheci na segunda clinica.

Pergunto:

1. Eticamente esse “profissional”, que pretende ter tido a sua formação no INCOR-SP, não deveria ao perceber o risco ter contatado o paciente (eu) ou seu médico para dar conta da sua opinião?

2. A pratica de só liberar o laudo de um ECG depois de 48 horas serve a quem alem do faturamento da clínica?

3. Devemos suspeitar apenas de incompetência ou de descaso também, do gênero “foda-se se não é meu paciente”

Ao levar para minha médica os exames, entre eles o ECG surgiu a primeira impossibilidade de rigor na afirmação do laudo: todos os exames laboriatoriais estavam ótimos. Mandei via e-mail todos eles escaneados para o meu médico de confiança em SP que habituado a ler exames de fato e não só laudos, também considerou a afirmação improcedente.

Para eliminar duvidas, fiz novo ECG na clinica Cordis, também em Tubarão, esperei o laudo e conversei com o medico que o expediu. Tive a sorte de conhecer um cardiologista digno desse nome aqui na área. Não devo infartar tão cedo. A menos que apareçam pela frente mais profissionais como este da ProVida pra me emputecer.

Vou fazer toda a bateria de exames cardiológicos possível e depois decidir o que fazer com esse “profissional”. Dá pra ter uma idéia do incomodo causado?

terça-feira, 2 de março de 2010

Discos e estorias


Um programa do Discovery Channel visto há uns dois meses atrás e uma chamada na página da UOL anteontem para um vídeo de circa 43 minutos do mesmo canal, “Evidências de um Disco Voador Nazista”, http://tvuol.uol.com.br/permalink/?view/id=evidencias-de-um-disco-voador-nazista-04021B316AD4813326/user=yaq680z51683/date=2010-02-25&&list/type=user/codProfile=yaq680z51683/ estão na razão de ser deste post.
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Se fossemos dar credito a todas as teorias conspiratórias veiculadas na mídia seria inevitável uma síndrome de pânico agravada por prisão de ventre (sanitários são um dos principais focos de espionagem). Sempre que se fala em fuga de personagens controvertidos ou malignos, o destino é a Argentina. De Hitler a John Lennon, passando por Elvis Presley, ninguém morreu, estão todos vivos e escondidos lá. Para lembrar isto está a figura do Blue Meanie, o Azul, personagem do filme “Submarino Amarelo” dos Beatles que também teria ido pra lá. Claro que alguns dos nossos ufanistas completam: e no Mato Grosso também.

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Mas a questão dos discos voadores nazistas é outra. Eles existiram. Só que a coisa começa bem antes da ascensão do nazismo. Eu preferiria usar a expressão disco voador alemão ou objeto voador de propulsão eletromagnética exatamente por isso. Mas vamos a história perdida.

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A Alemanha que podemos chamar de A Alemanha de Goethe e Schiller foi não apenas a pátria do Romantismo (Sturm und Drang) mas um grande pólo irradiador das Ciências Naturais, das quais se ocupou o próprio Goethe, para toda a Europa. Na Itália do Risorgimento Simone (Simão) Corleo publica a sua Filosofia Natural (1863) que terá ampla circulação no meio maçônico da época e nela já se trata da eletricidade.

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“A natureza é o único livro que oferece um conteúdo valioso em todas as suas folhas” dizia Goethe ecoando os Manifestos Rosacruzes.

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As sociedades secretas unindo homens de ciência e cultura tornam-se tão freqüentes como necessárias diante da ameaça de retrocesso civilizatório evidenciado pelo inicio da Revolução Francesa. Se esta trouxe o germem do pensamento democrático ao mundo moderno, a brutalidade da massa descontrolada, o terror político e a banalização do saber que sucederam o triunfo da revolução causavam justa preocupação na mesma comunidade de intelectuais europeus que a haviam recebido inicialmente com simpatia e solidariedade. E enseja o sacrifício de Charlotte Corday. O Homem Natural de Rousseau com a sua negação do intelecto e subordinação às sensações mostra as suas garras. Pode-se compara-la, nos seus primeiros anos, ao governo do Khmer Rouge no Cambodja dos anos 70. Só que em 1789 não existiam tribunais internacionais de direitos humanos.

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Na segunda metade do século XIX a Europa já conseguiu acomodar-se parcialmente ao impacto da revolução industrial iniciada na Inglaterra e desenvolve as suas próprias potencialidades para fazer face a hegemonia britânica. O veiculo elétrico concebido por Ányos Jedlik na Hungria em 1828 (nesse mesmo 1828 D. Pedro I era aclamado na Ilha Terceira como Pedro IV de Portugal e Kaspar Hauser era encontrado nas ruas de Nurenberg) vai chegar as ruas alemãs por volta de 1890.

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Por esse tempo já estava bastante ativo um personagem que, embora parcialmente esquecido, marcou conceitual e materialmente o desenvolvimento científico não apenas do fim do século XIX mas de todo o século XX. Para se ter uma idéia, ele foi o pai indiscutível do conceito “wireless” antecipando em muito os trabalhos de G. Marconi.

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Quando vc ligar o seu notebook numa mesa de bar ou aeroporto lembre-se de dizer “bendito Nikola Tesla” .

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Tesla nasceu na Croácia em 1856 e morreu nos Estados Unidos em 1943. Sua chegada a esse país em 1884, vindo da França onde trabalhara na filial da Continental Edison Company levou-o a empregar-se como assistente de Thomas Alva Edison e embora tenha contribuído para o aperfeiçoamento de vários produtos deste, depois de 2 anos foi trabalhar por conta própria. Seu encontro com George Westinghouse leva-os a enfrentar e vencer Edison na chamada Guerra das Correntes: os primeiros defendiam o uso da Corrente Alternada (AC) e o segundo a Corrente Continua (DC). Um passeio pela web a partir do nome poderá lhes dar a dimensão histórico-tecnológica de Nikola Tesla. Vale a pena ver.

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A passagem do século XIX para o XX foi tanto o momento da busca do domínio do eletromagnetismo como do aparecimento da mecânica quântica. Paralelamente seguem as grandes correntes migratórias em direção as Américas. Fome e alta ciência. A industrialização dos Estados Unidos através de alianças continentais européias, principalmente com a Alemanha (p. ex.: G.E. & A.E.G.), gera uma história secreta que chega até os nossos dias intacta. O objetivo inicial era a quebra da hegemonia britânica.

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Em 1919 Tesla, antecipando como sempre o futuro, projeta um veículo aéreo em forma de “disco” para dois operadores. Se bem que aviões já fizessem parte da história desde 1906 com Santos Dumont, o interessante nesse projeto, alem do design, era a forma de propulsão: eletromagnética.

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A dificuldade que qualquer latino-americano pode ter em avaliar o desenvolvimento cientifico-tecnológico europeu ou americano no período 1870-1930 deve-se a política colonialista vigente desde o descobrimento e que encontrou nas elites econômicas o seu apoio. Basta lembrar que a USP só foi fundada em 1934. Entretanto, em 1932, durante a Revolução Constitucionalista, a Escola Politécnica de São Paulo demonstrou um grau de suficiência tecnológica que a equiparava, em termos de material bélico, as mais avançadas do seu tempo, chegando a construir um submarino cujo destino só Getulio Vargas sabe.

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Ou seja, as ilhas de pensamento científico avançado sempre existiram e continuarão a existir porque é delas que provem o verdadeiro desenvolvimento.

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Um dos maiores danos causados pela leitura maniqueísta dos Aliados (repetindo os modelos nazi-fascistas que combateram) é a perda de um enorme volume de informações por ocultação ou destruição. É fora de duvida que o maior botim da II Guerra Mundial foi o tecnológico. A Exxon (gasolina sintética alemã) que o diga.

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E só como informação, aviões a pistão suíços voaram durante ela com ... etanol.

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Um outro dado significativo foi a publicação pela revista Mecânica Popular na sua edição em português de uma noticia, lá por volta de 1961, sobre um projeto experimental da Lockheed. Tratava-se de uma grade de alumínio destinada a suportar baterias destinadas a gerar corrente de oposição ao campo magnético da Terra e permitir o seu deslocamento aéreo. O protótipo, segundo o texto (com uma foto) teria conseguido elevar-se até circa 50 cms visto que as baterias conhecidas não agüentavam a demanda de corrente por muito tempo.

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Há muitos anos passados conheci um cientista alemão já idoso que durante as muitas conversas que tivemos relatou a existência dos “discos” e de suas viagens freqüentes no eixo Berlim-Roma onde serviam de conexão com a industria pesada italiana. Ele mesmo havia participado de algumas dessas viagens destinadas a trazer um grande industrial italiano para consultas cientificas em Berlim. Por ter razões efetivas para dar-lhe credito até hoje me pergunto porque o anuncio de minha partida para viver um período na Itália fez com que ele me pedisse para visitar um seu “velho amigo, Ir.: e Fr.” o que fiz sendo muito bem recebido por aquele que em dado momento identificou-se como o companheiro das viagens relatadas. Ambos já se foram deixando um exemplo: mesmo em tempos de guerra com a qual não se concorda cabe ao homem de ciência e cavalheiro produzir com olhos postos no futuro e na humanidade. Mesmo assim preservo as suas identidades por respeito e carinho. Através deles tive acesso a diagramas (que minha formação não permitia compreender adequadamente) de um sistema de propulsão que mesmo sendo avançadíssimo ainda hoje e que é conhecido como levitador Schumann compreendia algo muito mais importante: uma fonte de energia quase ilimitada cuja sigla em português é A.I.N.A.E. – Alterno Indutor com Núcleo Amplificador de Energia. A sua produção para vários aplicativos permitiria a resolução de quase todos os problemas de demanda energética em qualquer ponto do planeta a custo irrisório. Da alimentação de bombas d’água a transporte de superfície, marítimo, eletrificação rural, e tudo o que depende ou possa ser feito com corrente elétrica alternada, até os “discos”. Sem contar os benefícios ambientais. Tesla era um ferrenho antinazista mas a Alemanha, com ou sem Hitler o levou mais a sério do que a sua pátria de adoção.




P.S. : 1. O acima escrito não exclui outras possibilidades de avistamento de ovnis de origens, formas e tecnologias diversas. Aliás, registros dessa natureza em inscrições líticas são bastante comuns.

         2. Esta postagem é dedicada a Dra. Adriana que sabe lembrar oportunamente o ônus do pioneirismo.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Gran Teatro Mexicano

Tambores de guerra no Cone Sul! Sob o casaco de pele de Dálmatas de falas diplomáticas pel-mex (lembram?), os sons de tã-tãs são mais que batimentos cardíacos exaltados. Já que nascer em La Plata não confere habilidade em política econômica, sobra a saída do velho filme “O Rato que Ruge (1959)” E pra variar, os “solidários” provam a evolução do papagaio-de-pirata. Nem Darwin poderia sonhar que fosse tão rápida e midiática. O líder do CV, aquele do Comando Venezuelano, como sempre, perdeu as estribeiras e precisou da mediação do DJ (Delegado Jurássico) cubano. ‘Tá tudo na mídia! Ares de crônica policial carioca internacionalizada. E dizem que o feudalismo acabou! Que tal mudar o nome pra Corno* Sul?

*sem nenhuma conotação sexista judaico-cristã ocidental, apenas pela identificação deste TPM – Tempo Político Médio que vivemos com Belzebu.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Belo Monte
O enfrentamento entre o MP e a AGU deixa clara a progressão “chavista” do atual governo federal. A noticia, no site do Estadão diz textualmente: “Com o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Advocacia-Geral da União (AGU) ameaçou processar membros do Ministério Público que abusarem de suas prerrogativas para impedir a construção da Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. A AGU pode, em nome do Estado, processar os integrantes do MP por improbidade administrativa e questionar, no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), a atitude dos procuradores.”


Algumas perguntas ficam deliberadamente sem resposta: quanto vai custar integrar a energia gerada aos pólos consumidores nacionais? Quando o ministro Minc vai deixar o conforto do posto e condição e agir em conformidade com os deveres da pasta? Será que o atual vice-rey do Brasil não está empenhado em atender necessidades de seu senhor e mestre venezuelano?


é pertinente a fala do procurador do MP do Pará, Ubiratan Cazetta: "Não acredito ser produtivo no Estado que espera ser de direito que haja esse tipo de ameaça."


Para os que não esqueceram o que é civismo nem trocaram a Liberdade pela esmola da cidadania vale lembrar :

Brava Gente Brasileira / Longe vá temor servil; / Ou ficar a Pátria livre, / Ou morrer pelo Brasil. (Hino da Independência)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Gatos e Tecnologia




“Um aerofólio é uma secção bidimensional, projetada para provocar variação na direção da velocidade de um fluido. A reação do fluido sobre o aerofólio (ou simplesmente fólio) devido a variação na quantidade de movimento é uma força(ver Lei de Newton), que será decomposta em ângulos normais a direção de seu movimento.”



A informação do verbete na Wikipedia não contempla a maior e mais objetiva funcionalidade dos aerofólios em carros de passeio, alias única: servir de apoio ao queixo de gatos conforme atestamos através de registro fotográfico documental. O interesse cientifico deste documento reside exatamente no fato de terem sido as imagens coletadas em um momento estático com a possibilidade imediata de movimento igual a zero.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Fr. Palinkas


Num domingo frio de São Paulo, há muito tempo, acordei com uma necessidade premente de voltar pra “casa”. Avisei Ruth que estava saindo e falaríamos mais tarde. Destino: Vila Mariana. Passei pelas esfinges esculpidas pelo M:. Corazza e entrei na nova (eu era do tempo da Loja da 25 de Março) L.S.P.. Perguntei pelo Mestre da Loja. Disseram-me para ir ao mezanino e procurar o Fr. Palinkas na sua sala. A sala estava vazia mas aproximou-se um individuo com roupa de trabalho, alicate e chaves de fenda nas mãos. Ele convidou-me para entrar e conversamos. Soube que ele acabara de descer do forro onde estava fazendo trabalhos de manutenção. Contei-lhe do tempo que passara longe da Ordem. Falamos sobre outras Iniciações, minha experiência entre os aymaras e ouvi dele que realmente eu nunca havia me afastado dela. Que a busca da espiritualidade é una. Deu-me as boas vindas e um abraço fraterno.

Hoje abri meus e-mails e encontrei um de amigo comum informando a sua transição. Paz Profunda a ti amigo e Frater Palinkas! Que a tua Grande Iniciação tenha sido suave. Pelo que foste, pessoa, exemplo e Mestre, tua jornada em direção a Luz que vem do Leste cumpre mais um passo. Possa esta pequena luz unir-se a tua luz maior!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Da Visitação pós-natalina


Tempos mágicos estes que entremeiam o Natal e o Dia de Reis! Mesmo sem ser cristão, a mítica tradicional ainda subjacente ao bombardeamento da ansiedade comercial acaba por fazer-me relembrar as estórias de presépios e reis magos vaticanamente introjetadas na minha infância.


Porisso mesmo acho que fiquei perturbado ontem quando meus vizinhos anunciaram a presença de bois no meu jardim. Explico-me: meu “jardim” é a parte frontal da casa que se transforma num matagal a cada semana de chuvas catarinenses ( o que quer dizer, sempre!). E os “bois” eram bois mesmo! Mais exatamente Cadetes de boi-de-carro.

Eles estavam lá. E isso fez com que eu passasse a tarde como babá de bois. Claro que contei com a solidariedade dos vizinhos empenhados até em descobrir o dono da dupla, donde constou ser o Seu Nequinho, seja ele quem for. Durante a tarde toda as pessoas que passavam pela rua paravam e observavam os bois naquele pequeno espaço a pastar com uma determinação férrea o suficiente para obter o reconhecimento do seu profissionalismo como aparadores ecologicamente corretos de grama, coisa que me apressei a informar aos transeuntes aparvalhados. Devo ter-me transformado na curiosidade municipal de turno. Já escurecendo o remédio foi acessar a Policia Militar de Santa Catarina que conseguiu localizar um amigo do seu Nequinho para retirar os bois. Não posso negar que a partida deles não deixou um vazio no meu “jardim” alem de uma boa quantidade de esterco.

Algumas perguntas ficam dessa experiência surrealista (afinal defino-me como um urbanóide convicto!): será um sinal para ressuscitar o culto de Mitra? Será que eles escaparam da imobilidade de um presépio? Ou será que eles entraram porque a grama estava alta e o portão aberto como os cachorros nas igrejas? Seja qual for a hipótese, tenho um bocado de que ocupar-me sem precisar matar o tempo com decisões de Ano Novo.

Parafraseando o Cidão, doublè de surfista e arquiteto, os bois são o boi!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Mais um motivo de luto

Com o reajuste do preço do gás boliviano e a aprovação pelo Senado da entrada de Chavez (a Venezuela é apenas uma de suas propriedades) no Mercosul o Brasil o nosso ex-retirante, ex-operário, ex-tribuno das massas proletárias, ex-presidente do Brasil consolida-se na condição tão almejada de Vice-Rey do Império Bolivariano (em construção). Que cada cidadão brasileiro digno deste nome diga olhando-se num espelho: “Meus pêsames!”

sábado, 5 de dezembro de 2009

Wonderful Web

Entre os espelhos do metro japones para inibir suicidios e a orangotango Nonja do zoologico de Viena que fotografa em troca de uva passa, pra quem não acredita:

http://www.facebook.com/pages/Nonja/190010092116,

um pensamento de saudade e respeito por Discepolo* citado ainda ontem pela Graziela enquanto pintava um poste numa rua das Termas de Gravatal,SC.

*vide "Cambalache",1935

domingo, 22 de novembro de 2009

Amanhã:dia de Vergonha Nacional

http://www.beth-shalom.com.br/artigos/nao_ahmadinejad.html
Não há limites para a irresponsabilidade com que vem sendo tratada a imagem do Brasil. Falta só proporem jogo de ronda para o Comitê Olimpico. Que o diga o sorridente e esfaimado Cesare Battisti. Proteste!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Tempos modernos


Cartaz afixado na porta da StopDog, um dos meus saudosismos e ícone entre as lanchonetes históricas de SP, das ultimas ainda em funcionamento com o mesmo padrão artesanal. (para conhecer: Rua Afonso Brás, 528 - Vila Nova Conceição -Zona Sul - 11/3842-4298 )

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Na mesma cidade onde um Caetano jovem e lúcido fez a juventude vibrar ao som de "É Proibido Proibir!" a paráfrase contemporânea atesta a universalidade de Gregório de Mattos: Triste São Paulo, oh quão dessemelhante.


O furor proibicionista da Prefeitura de São Paulo parece ter suas raízes na conduta do próprio apóstolo homônimo. Como ele, o governo municipal transforma em dogmas e leis marcadas por punições leviticas (ou draconianas) as neuroses do governante de turno. Teve mais sorte o apostolo que criou o corpo doutrinário do cristianismo porque sua obra nos permite supor a existência de uma máquina-do-tempo operada secretamente pelo lobby dos analistas freudianos. Só que não basta o protofascismo apostólico em tempos de Web. É preciso algum senso de ridículo para garantir, mesmo superficialmente, a plausibilidade das proibições.

domingo, 4 de outubro de 2009

Tristeza

Obrigado Senhora por ter dado voz e melodia ao sonho de uma América Livre. A Liberdade é o unico sonho que vale a Vida. "que se reciba!" dizem os aymaras. Pena que nós que ficamos temos ainda que suportar os fascistas de direita e essa praga pós-Muro de Berlim,os fascistas de esquerda.

domingo, 27 de setembro de 2009

Refundação

As pedras de gelo caindo no copo baixo de uísque com idade para ter estado entre Ginger & Fred , presente de uma tia já falecida parecem banda sonora da MGM; o fluxo dourado do White Horse; os gatos dormindo em torno, a Pacha (au-au!) em sua casinha depois de devorar a generosa “limpeza” de um músculo bovino que passou pela panela até desmanchar; o quadro da Marilda suspenso a minha frente, a omnipresente escada de alumínio; as caixas de papelão esvaziadas e dobradas; convivem neste momento com a Egmont Overture de Beethoven. (regência de Sir Albert Boult com a BBC Symphony Orchestra em uma gravação de 1972. Num brinde solitário ergo o copo e abençôo a casa, os animais, os vizinhos (sejam quem forem) e digo para mim mesmo: Scholem Aleichem! Bem-vindo a Gravatal-SC! Este é o teu lar agora.”

Durante a abertura das caixas de mudança encontrei o Dicionário Kazar (de Milorad Pavitch, edição masculina da Marco Zero com dedicatória da Ruth de 4-6-1989:” ... Aproveita o teu talento de caçador de sonhos para apanhar alguma caça importante. És tu quem comanda; cuidado portanto com o que vais decidir ...” e completa a citação dizendo:”- É o que te manda dizer o Livro Santo. O resto está aí dentro (do livro) ... divirta-se!!” Penso: “farei o possível sem você!” E aguardo do cd as Danças Polovitsianas de Borodin que povoaram a minha adolescidade (“idade de pedra e paz “no dizer de Caetano quando ainda lúcido). Thank you! God save the BBC! E a tecnologia a que tive acesso, e as amigas e amigos que a vida me trouxe! E a uma saudade tão imensa quanto indefinida que dá vontade de plasmar em celulóide (um anacronismo em tempos de filme digital). A Stranger in Paradise faz parte das Danças.Tenho acordado as 4 da manhã., plenamente desperto depois de sonhar que estou abrindo caixas de mudança e levanto-me para abri-las. Hoje vou dormir, nem que seja graças ao Cavalinho Branco.Uma decisão: volto a bloggar.

Troco o cd, Orff já me tungou duas vezes. Maldito Orff! Mesmo assim não escapo de Carmina Burana. Vendetta! “In taberna” soa e cheira a Gershwin; Banziflor & Helena é puro jazz americano. No entanto resta-me lucidez (!?!?) para rejeitar terceiros dizendo: “-Merda a ti Holst! Não se insinue no meu delírio!” Paro oportunamente em “Ut dem Anger” e lhes digo “ Boa noite!” Estejam certos: cheguei a Gravatal-SC! Lá fora chove! Ave Santo Agostinho dos Santos!

terça-feira, 23 de junho de 2009

Biroró, Mané-pança e Bijijica

Poderiam ser personagens de um triangulo amoroso em literatura de cordel. Não são! São confeitos populares do litoral sul catarinense. Soube deles pela Mari, a líder de uma padaria comunitária chamada Vitória no bairro dos Bentos em Laguna. Estes da foto são os Birorós, uma massa de batata-doce, ovos, farinha de trigo e fermento. A Bijijica ,que ainda não conheci, também pode ser chamada regionalmente de Bijajica. O Mane-pança também me deixou curioso por ser de cocção no vapor (feito de aipim e amendoim) em uma panela-frankenstein de fabricação caseira metade de pressão, metade formada por um alguidar cerâmico ajustado com argila. Por enquanto, foto, só dos Birorós. Estes são da Padaria Alternativa Vitória.


quinta-feira, 18 de junho de 2009

Esta ...

minha profunda admiração pelas bicicletas pode um dia levar a aprender a usa-las.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Sindrome do Viúvo (1)

Da manifestação e da sobrevivência primária

Começa com uma irresistível necessidade de portar um guarda-chuva. Dos convencionais, não dobráveis. O próximo passo é constatar a necessidade de comprar papel higiênico num domingo por volta das 5 da tarde. Depois a incapacidade de fazer listas de compra para supermercado. Com uma agravante: quando feitas,ou são inúteis (desatualizadas quando encontradas) ou perdidas (definitivamente). A simples lavagem dos óculos que passa a ser feita só depois que uma carreta te ultrapassa em dia de chuva forte e a janela do carro está aberta para fumar é um sintoma. O café passa a ser solúvel, quente no inicio, frio depois de algumas semanas. A alimentação torna-se instintivamente orientalista (macarrão instantâneo) e a sofisticação fica por conta da escola chinesa Kun Quiten. O ovo de Colombo da instant food são os ovos. Muitos, constantes, batidos desordenadamente e misturados a água de cocção do macarrão instantâneo (coloque na água fervente antes do macarrão, deixe endurecer e fracione-os, assim não passarão pelo escorredor) ou fritos. Nessa hora, o tempo passado na estrada ajuda. Com bacon, “revueltos” andinos, com batatas cortadas bem finas e manjericão, com páprica e pimenta-do-reino, com tiras fininhas de berinjela que são as primeiras a ocupar a frigideira (não esqueça de tampar com 4 colheres de sopa de água dentro). As omeletes merecem respeito quando menos pela aproximação fonética com o texto do bardo inglês. Não use ervilhas nem milho em lata. Só contribuirão para deprimi-lo por causa da sua obviedade. Já cebolas e alho são bem-vindas tanto douradas antes como raladas e misturadas a fase final. Sempre nas civilizadas frigideiras antiaderentes. Fuja da Sadia e agora, da Perdigão também. Lembre-se da Aurora e da Marba, muito melhores. Compre uma pequena peneira que caiba no fundo de um igualmente pequeno pirex com tampa, colocada em sentido contrário ao do uso normal. Apóie algumas lingüiças com alguns furos nelas sobre ela e leve ao microondas. Seu almoço ou jantar está salvo e o excesso de gordura no fundo do pirex. Não esqueça dos enlatados. Embora a feijoada em lata seja cancerígena (nitritos), se usada com moderação, (creio que ela diminuirá a minha vida natural em apenas 5 dias por unidade), te deixará com a sensação de vida normal. Alguns caem na tentação do refrigerante. Tragédia, obesidade e depressão. O mais seguro é ficar com os destilados tomados antes das refeições e/ou depois delas. Quanto as roupas, desista dessa obsessão por meias idênticas nos dois pés. Isso é manifestação de TOC. Basta que sejam da mesma cor para não despertar piedade ou risos – mas para isso use sempre meias lisas. Ou não use. Passar roupas é uma afronta a preservação de recursos energéticos. Pentear os cabelos é um luxo dispensável. Corte-os bem curtos ou use um boné. Camisetas escuras são mais fáceis de lavar. Consulte sempre a sua geladeira. Aqueles imãs antigos são a sua segurança quanto a fornecedores testados e aprovados como lavanderias, farmácias e entregadoras de gás. Não tente nem deixe ternos para lavar em casa. Não haverá ninguém para te avisar antecipadamente de compromissos formais. Use jeans sempre que possível e aprenda a lava-los. Faça um mapeamento das lojas de conveniência e bares 24 horas mais próximos da sua casa. Se ficar sem cigarros a meia noite, consulte o mapa. Tente viver com o mínimo possível de urgências e a sua autonomia será ampliada.

Continua ... (só não sei quando)

P.S.: reflexões originárias da aplicação da única lei brasileira que ninguém recusa a cumprir – a Lei do Mínimo Esforço.

terça-feira, 19 de maio de 2009

sabedoria popular

Parece que o governador de Santa Catarina, Luis Henrique da Silveira confundiu "bioma" com "carcinoma" e resolveu acabar com ele a qualquer custo. O povo já está se preparando para os impactos ambientais.

domingo, 10 de maio de 2009