terça-feira, 6 de maio de 2008

TIM


A desfaçatez da TIM chegou ao ponto da ironia. Ela resolveu deixar evidente como é que nós consumidores devemos aceitar nos sentir ao usar os seus serviços. Ontem, para conseguir formalizar a minha reclamação, o atendente Cleiton da base de Recife (???) teve que retornar a ligação para um celular da Claro já que o meu, da TIM não sustentava, nem as minhas chamadas nem as que eu recebia. O protocolo é o 2008378662648. O telefone que ele (TIM) usou foi o 081-9999-6700. Não dá pra dizer que é mentira. A TIM está em crise de gestão e o abandono do compromisso com o consumidor reflete-se na tentativa de substituição da cobertura de serviços pela de marketing. Vender fumaça para manter faturamento. Vejam a proposta para que você imite o célebre personagem que costuma ser pendurado num poste na semana santa em troca, não de trinta moedas de prata, mas de 100 minutos grátis. A frase "Todo mundo sai ganhando na Promoção Melhor Amigo TIM" é honesta: você ganha um inimigo; seu ex-amigo, uma dor de cabeça e a TIM melhora o faturamento. O pior é que ela já foi uma empresa respeitável. Que tal trocar a Diretoria brasileira?

domingo, 4 de maio de 2008

Porto Alegre e o futuro

Perguntei por e-mail sobre a situação deles para um amigo de Porto Alegre. Felizmente eles estão bem. Mas parte de sua resposta deve ser colocada aqui para que no futuro, se algo acontecer, não se venha a alegar fatalidade:
"Uma coisa é certa, venho pensando em atuar na geografia em previsão de desastres, e te digo, com o pouco que o curso me deu até agora, ANOTE AÍ POR FAVOR(até mesmo para que eu possa a vir ter alguma fama no futuro) se este evento tivesse ocorrido uns 40 dias antes, teríamos o segundo furacão do hemisfério sul, em função do aquecimento da superfície oceânica, e te digo mais, se as previsões de aquecimento global se confirmarem para os próximos anos, teremos eventos mais intensos, se Porto Alegre virou um caos assim, imagine sob efeito de um furacão, não há qualquer preocupação quanto a isto. Apenas alguns milimetros a mais de chuva e eu não teria conseguido chegar em casa na sexta, pelo menos o Bairro Ponta Grossa e Belém Novo estariam isolados da cidade. Caso o clima evolua para um leve aquecimento a minha previsão é a seguinte, LEVARÃO ALGUNS ANOS PARA RECONSTRUIREM PORTO ALEGRE SE UM FURACÃO PASSAR POR AQUI! E ISSO NÃO É DELÍRIO DE AMBIENTALISTA DESVAIRADO! "

Seu nome é Arno K. Steiger.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

E-mail novo...

Ter amigos estranhos pode ser muito gratificante. Não se trata de colecionar histórias, mas de reconhecer, documentalmente, a consistência de weltanschauung individuais. Isto é útil para quem percebe como a política zippa intervalos históricos. Não faz muito, a weltanschauung era coletiva, emanava do füher e permeava ativamente o Volk. Resultado: "KL"s a granel. A internet tornou isso improvável, improbabilidade limitada aos que a acessam de modo sadio. Filho dileto do cybertempo, o e-mail encarna, em seu dualismo quase bíblico, tanto o anjo da anunciação quanto as pragas do Egito. Mas é da sua protogenese, o endereço eletrônico, que tratava o relato desse amigo. Conhecido no seu meio pela difícil relação com os computadores, um fornecedor da área chegou a passar o seu telefone para uma revista especializada que tentou entrevista-lo "como exemplo de inadaptação tecnológica" o que teve como conseqüência uma distribuição ramdomizada de epítetos contemplando o perfil moral materno desde a fonte até a jornalista especializada, ainda assim conseguiu sobreviver ao longo caminho do 386 até o celeron. Não que sobrevivência signifique qualidade de vida, mesmo virtual. É verdade, contou, que quando soube que o Netscape não seria mais atualizado, sentiu vontade de chorar pela morte de um velho amigo. Lá por 2006 começaram a aparecer na sua caixa postal mensagens que ostentavam a terminação do endereço como "gmail.com". Fosse porque era época de paradas de orgulho gay entupindo a uol, fosse pela sua fidelidade ao AltaVista, com passagens capengas pelo Yahoo, WebCrawler e Lycos, o nome Google era-lhe tão desconhecido quanto o do chefe do posto fiscal de Jaboatão. A sensação era de gente demais "saindo do armário" e adotando endereços eletrônicos em um serviço gls. Neste ponto da narrativa, um sorriso constrangido acompanhou a revelação de que,nem por um segundo passou-lhe pela cabeça digitar no seu fiel Altavista um www com a terminação. Foi somente a sua crença em ser a opção sexual do indivíduo uma escolha pessoal e intransferível que o fez colocar a questão de lado. Mais algum tempo passou antes que ligasse uma amiga fascinada com a eficácia de um mecanismo de busca chamado Google e segundo ela, o anjo-da-guarda dos restauradores. Decidido a compara-lo com o seguro e familiar AltaVista, encontra, ao acessa-lo a oferta de ter um e-mail "gmail.com" com todos os benefícios da Nova e-Era . Conforme a sua narrativa, só o indivíduo que descobriu que a roda podia girar em torno de um eixo sentiu alívio igual ao seu. Rindo comigo da, até ali, angustiante confissão, pegou seu guarda-chuva e se foi. Sabedor de sua formação existencialista, perguntei-me o quanto havia na história do juiz-penitente de Camus. Feliz e-mail novo!

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Telefonia fixa: Vote você também!

Veio por e-mail de um amigo de Brasília e é bastante pertinente:

" CANCELAMENTO DA TAXA TELEFÔNICA

de: R$ 40,37 (residencial) e R$ 56,08 (comercial)
Quando se trata do interesse da população, nada é divulgado.

Ligue 0800-619619.

Não digite nada. Espere para falar com uma atendente.
Diga que é para votar a favor do cancelamento da taxa de telefone fixo.

O Projeto de Lei é o de nº 5476.

Eles não sabem até quando vai à votação. INTERESSE DE TODOS:
cancelar a taxa do telefone. Esse tipo de assunto NÃO é veiculado na
TV ou no rádio, porque eles não tem interesse e não estão
preocupados com isso. Então nós é que temos de correr atrás, afinal
quem paga somos nós!

O telefone a ser discado (0800-619619, de segunda à sexta-feira das
08:00 h às 20:00h) é da Câmara dos Deputados Federal.

Ligue para mudar esta situação.

Passe para frente esta mensagem para o maior número possível.


Não pague mais assinatura
telefone fixo.
Será uma economia muito grande no final do ano .

LIGUE: 0800-619619

de um telefone FIXO!

0 sistema de votação não aceita ligações de celular.

Vamos divulgar.

Entrando em vigor esta lei, você só pagará pelas ligações efetuadas,
acabando com esse roubo que é a assinatura mensal.

Este projeto está
tramitando na 'COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR' na Câmara.
Quantos mais ligarem, maior a chance.

O BRASIL AGRADECE!
Não adianta a gente ficar só reclamando.

Quando podemos, devemos tomar alguma atitude..."

domingo, 27 de abril de 2008

Sobre a Democracia

A democracia não é somente um método de escolha do governante; fundamentalmente, é um método de exercício do poder.
(Bruno Tinti, magistrado italiano)

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Até avião!



Se eu contar,não acreditam. Mas também não vi a chegada dele. Disseram que pousou na pista, vindo da direção da cidade. Taxiou até a entrada de condominos e pediu pra estacionar no jardim, em frente a portaria. Sorte não ter sido colhido por uma das muitas carretas que passam por aí? Pouco! "Rabo" mesmo! Não há duvida quanto a habilidade do piloto. A duvida é: será seguro mesmo morar em condomínio? No meu já aconteceu de tudo um pouco.

34 anos da Revolução dos Cravos

Em Verde e Encarnado eles a fizeram. Contra a incerteza do futuro, o sonho da democracia! Vale a pena lembrar. Vale a pena não esquecer. Nada substitui a Liberdade!

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Terremoto!?

Nas casas de famílias imigrantes italianas sempre foi ouvido: “aqui, ao menos, não há terremotos.” Não? Tem sim! Bom que os velhos morreram com a sua ilusão. Uma das poucas que compensava a saudade da pátria que todo imigrante tem até o seu fim.

Mas o melhor é ser previdente. Se você vive em uma área sujeita a terremotos, algo como o planeta Terra, o melhor é montar um “Kit de Emergência”. Ele serve também para incêndios, tufões, divórcios, etc.

Como fazer:

Escolha uma pequena bolsa, fácil de agarrar e transportar e coloque dentro os documentos – pessoais, como título de eleitor, certidões de nascimento, cpf, escrituras, diplomas, ultimas receitas médicas, enfim, todos os originais que você não costuma carregar consigo. Uma cópia da sua agenda doméstica em papel. Coloque também uma muda ou duas de roupas para cada membro dá família (verão/inverno). Deixe ali também algum dinheiro, você pode precisar para táxi, etc. Não esqueça uma lanterna para cada membro da família. Hoje existem pequenas lanternas de leds que não ocupam espaço. Mantenha as pilhas na embalagem original. Também é útil um bom canivete, uma pequena tesoura e uma colher resistente. Um pequeno rádio portátil para poder orientar-se. Um frasco do Floral de Bach “Rescue”, com um teor alcoólico maior para a sua conservação, é muito bem vindo (4 gotas;4x/dia). Algumas barrinhas de chocolate ajudam, especialmente se houver crianças. Uma pequena garrafa de água. Eu costumava ter também uma garrafa de bolso de conhaque de boa qualidade. Sem piada, tem função medicinal. Um minikit de primeiros socorros pode ser importante para mais gente, além de você. Mantenha-a em lugar de acesso rápido.

Para os computerdependentes, um backup atualizado também pode estar lá em mídia que não ocupe muito espaço.

Comportamento:

Mantenha a calma para buscar a segurança. É preferível ter os dedos que contemplar os anéis em bandeja de veludo. As chances de sobrevivência são maiores se as ações são solidárias. Nessas situações,ninguém é a única vítima. Ao atenuar pelo comportamento fraterno o sentido de perda alheio, você diminuirá as suas próprias perdas. Afaste-se dos locais de risco. Obedeça as instruções das autoridades e da Defesa Civil. Espere que as coisas estejam definidas para decidir o quê fazer.

Durante os anos que vivi em áreas de risco de terremoto, sempre mantive, junto a porta do apartamento uma bolsa desse tipo. É hora de voltar a faze-la.

Boa Sorte!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Velocímetro para a Web

Este site de teste é uma boa opção para saber a quantas anda a velocidade real da sua conexão.

Para fazer o teste clique em: http://www.rjnet.com.br/2velocimetro.php e boas notícias!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Isaac e o Peixe

Esperem antes de dizer: - “errado! É Jonas e a Baleia!” A calma, caros leitores, é sempre uma virtude. É o que procuram fazer crer os cardiologistas antes de apresentarem a conta de honorários. Mas a memória destes fatos ocorreu ao saber das agruras vividas por uma amiga neste sábado que resultaram num mix, felizmente não letal, embora traumatizante, que compreendeu de queda de escada a choque de veículos, passando por um cachorrinho que morde e voa. n.b.: em um único e mesmo dia! Como a dela, guess gue voi a cuntà è una storia verra!

.

Seu Isaac era a imagem da placidez em forma humana. Ainda na Jerusalém Celestial, Deus tinha duas formas de envia-lo para baixo: um lago alpino no meio de um bosque ou cidadão amazonense. Prá sorte da humanidade, como de costume, escolheu o melhor. A longa carreira no Banco da Amazônia acabou por traze-lo a São Paulo, onde, um dia, chegou também a sua aposentadoria. As reações dos colegas oscilavam entre a alegria de vê-lo poder descansar e a impossibilidade de imaginar o BASA sem ele. Se ao invés de nascer em Manaus, tivesse nascido em Kasrílevke e lá houvesse uma agência do BASA, com certeza sua aposentadoria, mencionado respeitosamente como Reb Isaac, teria sido contada por Scholem Aleihem..

..

O ultimo dia no Banco chegou e os amigos (Seu Isaac só tinha amigos, não colegas. Conhecendo-o, não dava pra ser de outro modo), com toda uma organização prévia, fizeram um almoço de despedida no sábado. O período que o antecedeu deve ter sido o de maior conexão da história entre a matriz e a filial em SP. Tudo, vindo em segredo, de avião, para que nenhuma iguaria célebre amazonense estivesse ausente da homenagem. Chegou o sábado com seu almoço, brindes, discursos, histórias de camaradagem relembradas, o que é usual numa despedida, mas com aquele travo triste muito bem disfarçado para não emociona-lo (por causa da idade) que cabe em celebrações de partida. Já tarde entrada, a dedicação de Seu Isaac a mais um pedaço de peixe, amazonense como ele, fez com que engasgasse com uma espinha e desmaiasse.

.

Grande correria para leva-lo inconsciente, ao pronto-socorro mais próximo. Com radiografia e pinça, a espinha foi removida da garganta. Família e amigos tranqüilizados, Seu Isaac foi deixado repousando sobre a maca. Depois de acordar, teria alta. E ele acordou! Sem saber onde estava, levanta-se energicamente atingindo com a fronte o projetor do aparelho de Raios-X sobre ele deixado indevidamente, caindo a seguir da maca!.

.

Os que não tinham acompanhado a sua remoção da festa, foram vê-lo depois, no hospital. Da cama, com a perna engessada com tração, o braço e o tronco (costelas) engessados. A pergunta era inevitável: - “que foi isso, Seu Isaac?” A resposta vinha na mesma voz suave que o caracterizava, um pouco dificultada pela lesão na garganta: -“Espinha de Peixe!”.

.

.Para:Seu Isaac, onde estiver, Schalom aleihem! e M., por provocar a lembrança, Pax Vosbiscum!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

os velhos e os blogs

Nunca foi diferente. As expressões podem variar de “no meu tempo” até a do velhinho de Macatuba, “meninos eu vi!” Irresponsabilidade cibernética ampliada, esta devia ser a figura jurídica para nos impedir de blogar. Os serviços cruzariam o RG ou o numero da previdência com a idade declarada na hora de criar um. Um sensor de tempo mediria a hesitação dos toques no teclado. Mesmo um antigo exímio dactilógrafo (a grafia é intencional) estranha um computador. Armar um velho com um blog é tão desestabilizador na busca de uma ciberconsciência quanto os sites de jogo e pornografia o são para crianças. Podemos falar sobre o quê e quando quisermos a partir da pressuposição de que seremos ouvidos por alguém. E isto é típico da senectude (a forma latina é uma gentileza do autor, obvia e primariamente, em causa própria). Para confirmar, converse antes de ser, você leitor, um interno, com um(a) atendente de casa de repouso. Depois não vale. As suas orelhas, literalmente o par de apêndices laterais da cabeça, estarão sempre a disposição. Mas não confunda isso com a função auditiva. Ela inexiste nesse caso. Se assim fosse, só seria possível obter esses profissionais por lei federal de recrutamento por tempo pré-estabelecido, como o serviço militar. Afinal, diz a expressão popular, ninguém merece. Não deixa de ser tentadora a hipótese terapêutica de colocar drogados jovens, em síndrome de abstinência, algemados a colunas nas áreas de convivência desses locais. Estatisticamente, a mais perigosa dessas manifestações é o redentorismo senil.

Enquanto refletia sobre isso fui colhido pelo caso Isabella que tanta comoção causa no momento. A coisa começou com um café num posto da rede Graal. Empunhando a comanda eletrônica estava por aproximar-me do caixa quando ouvi uma conversa entre duas caixas sobre o covarde e selvagem assassinato da menina. Pelo tom de certeza de uma delas, achei que seria interessante ouvir e retardei a passagem, mantendo-me próximo. Em rápida sucessão foram apontados quatro criminosos, a saber, a mãe, o pai, a madrasta e um quarto individuo não identificado, além de ser mencionado o avô, não cheguei a saber se materno ou paterno. Sem grau de culpabilidade definido, todos, sem exceção, tinham matado Isabella, o que me provocou uma imagem mental de um happening infanticída. Depois foi o álbum da UOL sobre o depoimento do pai e da madrasta da vítima onde o numero de fotos da imprensa no local, de si mesma, rivalizava com o de populares irados, e a matéria anexa que registrava os comportamentos desses mesmos populares. Delito à parte, foi a multidão que provocou a lembrança de Verri e Manzoni. O orgulho da mídia que constrói Colonne Infami com estatísticas de audiência, sempre antecipada e independentemente do resultado final das investigações. E o aspecto circense particulariza o crime como exclusividade de seus autores, permitindo que os cidadãos honrados possam continuar a fazer os seus pequenos furtos, serem corruptos, vagabundos, etc. No imaginário popular, o desejo de justiça é substituído pelo axioma pós-moderno “só existe crime se ao menos três emissoras de tv derem cobertura.” Um acanalhamento consentido da parte da oração que diz “...mas livra-nos do Mal. Amém!” Havia lá velhos que talvez dissessem “no meu tempo...” e também office boys, gente de todas as idades.

Justapostas as partes no editor de texto percebi que esse redentorismo vira-latas é inerente a condição humana, ou ao menos a grande parte dela. Independe de idade. É algo como a síndrome do TPS – Técnico Popular da Seleção, dos quais o Brasil tem algumas dezenas de milhões de portadores e para a qual não há vacina. Reformulo a proposta inicial.Talvez se deva permitir aos cibervelhos os seu blogs apenas colocando um pop-up anexo com a seguinte estória antiga:

“Na saída de um baile da terceira idade um grupo de senhores caminha alguns metros atrás de uma senhora quando esta é abordada e assaltada por três jovens. Observam parados enquanto um deles diz: - que absurdo! No meu tempo bastava um só deles pra fazer o serviço!”

terça-feira, 8 de abril de 2008

É bom saber que...

Recebi por e-mail e acho que deve mesmo ser divulgado...
"Documentos roubados tem gratuidade
Como não podia deixar de cumprir o nosso dever de cidadão, não faremos o que a imprensa faz, não divulgar uma lei que ajuda o povo a reaver os seus documentos, furtados ou roubados, gratuitamente, nas organizações de direitos cíveis.
Documentos Roubados - GRATUIDADE para fazer a Segunda Via
Importante: Documentos roubados - BO dá gratuidade - Lei 3.051/98 - VOCÊ SABIA???
Acho que grande parte da população não sabe, principalmente por falta de divulgação através da mídia; é que a Lei 3.051/98 nos dá o direito de, em caso de roubo ou furto, mediante à apresentação do Boletim de Ocorrência, gratuidade na emissão da segunda via de documentos tais como:
Habilitação (que custaria R$ 42,97);
Identidade (R$ 32,65);
Licenciamento Anual de Veículo (R$ 34,11)..
Para conseguir a gratuidade, basta levar a uma cópia (não precisa ser autenticada) do BO- Boletim de Ocorrência e o original ao Detran (Habilitação e Licenciamento) e outra cópia à um posto do IFP.
O registro serve para nos beneficiar. Passo esta mensagem porque deveríamos saber dos nossos direitos, uma vez que ao sermos lesados, não tenhamos ainda que pagar pelas taxas abusivas das segundas vias.
Gostaria que cada um não guardasse só para si.
"

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Qual dos dois é o animal?

Um deles tem nome: Guillermo Vargas que se faz chamar "Habacuc" e pretende ser “artista visual”. O outro, foi agarrado após uma perseguição pelas ruas de uma favela em Manágua por um bando de garotos a soldo do primeiro. O Jornal Nacion de Costa Rica diz em matéria do dia 4 de outubro passado:

“Lo que se vio en Managua. Como parte de su exposición, el artista enfrentó al espectador a un perro callejero flaco, enfermo y con hambre amarrado a la esquina de la sala. Él capturó al animal en un barrio pobre de Managua.

El perro murió tras un día en la exposición, según se lo confirmó a La Nación Marta Leonor González, editora del suplemento cultural de La Prensa en Nicaragua.

La muestra también incluyó la frase, escrita con alimento de perro, “Eres lo que lees”; así como de un audio con el Himno Sandinista al revés, fotos y un incensario, donde se quemaron 175 piedras de crack y una onza de marihuana.”

Imagine-se a qualidade estética e intelectual do público presente a mostra na galeria Códice. Não esqueçam “Habacuc”. Talvez seu próximo passo seja declarar-se ariano. Só dá para entender a proposta dele como negação formal da condição humana.

domingo, 6 de abril de 2008

Baixe o browser e banhe a eqüina

um browser para substituir com vantagens, principalmente velocidade, o mastodontico IE. Só que não ficaria bem manter a consagrada expressão popular "lavar a égua".
Vejam o Crazy Browser em: http://www.crazybrowser.com/
Boa sorte!

domingo, 30 de março de 2008

Única vítima: o meio ambiente.

Quinta-feira, de março, noite. A carreta tomba num acesso a estrada secundária, incendeia-se com o atrito no asfalto, atravessa duas pistas e termina abixo do barranco abrindo uma clareira que só não foi maior pela presença de uma mina d'água no local (assinalado com "1"). A água misturou-se aos cerca de 30000 litros de gasolina e boa parte disso infiltrou-se no solo, que ali é pantanoso. O motorista não explica. Saiu ileso e basta. Prá variar, a coisa ficará sem um responsável. Única vítima: o meio ambiente.

terça-feira, 18 de março de 2008

Sábado em PL - InstantKarma


A pedra suporta calmamente o fluxo das águas porque estar ali é
ex-xercício de autoconsciência.

Karma: para quem não lembra, é aprendizado pela ação, não punição.
Céia & Luís: obrigado pelo sábado.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Onde estiver...

Para L. Bell, com quem aprendi a desejar tornar a palavra em práxis e neste dia estranho revejo numa agência dos Correios como capa de lista telefônica, uma declaração de compromisso: tornar em práxis esta imagem e inscrição em sua terra. Assim seja!

domingo, 9 de março de 2008

"...morto como uma pedra"


na Cachoeira Encantada, Paulo Lopes,SC

Se você ainda lembra da expressão "morto como uma pedra", por favor, pense duas vezes antes de usa-la.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Ainda ouço a gargalhada e revejo o brilho nos olhos do Carlito, o falecido arquiteto Carlos Eugenio Salemme, finalizando o enunciado: “Nóis é nóis, o resto é bosta!” Era uma dessas pessoas raras que riem com todas as suas células. Hoje pergunto se essa não deveria ser a divisa do estado espanhol.
Agora são os brasileiros a bola da vez. Houve outros antes e depois serão outros, ad nauseam.
A Espanha, como Estado, parece amar a brutalidade. Até contra os seus. Lembremo-nos da Guerra Civil “Espanhola” que serviu de banquete para testes de equipamento bélico nazi-fascista e tornou a pequena cidade de Guernica num dos ícones do genocídio. Tudo sob as bênçãos do Generalíssimo Franco e da Igreja espanhola. E os longos anos de trevas que a sucederam, em pleno século XX. O califado de Harun-Al-Raaschid foi o único grande momento de universalidade dessa terra. Lamentável. A América ainda tenta cicatrizar as feridas deixadas por Cortés e Pizarro. Chávez e Evo, até mesmo Fidel, são conseqüência dessa colonização brutal e saqueadora. Na Europa, sardos, napolitanos e sicilianos ainda não esqueceram os períodos de ocupação. Talvez o estado espanhol não consiga sobreviver fora da concepção totalitária.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Justo orgulho italiano

Há uns bons 20 anos, um japonês foi encontrar um italiano sobre a calçada, numa rua de pouco movimento, no centro histórico de Milão. Uma fatalidade. Antes que os agentes do SISDE (Servizio per le Informazioni e la Sicurezza Democratica) - dessem a ambos voz de prisão, uma parte do balcão oitocentesco do primeiro andar despencou sobre o japonês, atingindo-o na cabeça. Morte instantânea. O italiano, funcionário graduado da Barilla, foi preso e indiciado por espionagem industrial. O que deveria mudar de mãos no encontro eram documentos sobre o know-how da própria.

Noticias recentemente veiculadas na grande mídia informam que a Itália superou galhardamente a necessidade de estrangeiros para falsificar os seus produtos. Exemplo marcante de suficiência foi dado com a descoberta de nada menos que uma “empresa informal” siciliana dedicada a produção de Ferraris Genéricas artesanalmente. Avanti Azzurra!

Costumo dizer que a Itália deu ao mundo o Império Romano, o Renascimento e o plástico. Preciso acrescentar ...e a Ferrari Genérica!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Sta. Marta

No final de outubro do ano passado, entrando em um hospital de Uberlândia como acompanhante tive o primeiro contato com Sta. Marta, a irmã de Lázaro e patronessa do dito hospital. Rapidamente, mesmo não sendo religioso, as condições do local indicaram ser ela a correta devoção para os fumantes (postagens “Quão dissemelhante”,out.2007). Minha experiência com esse nome era com uma prima metamorfoseada em maranata pelo casamento, portanto... (sem comentários). Durante estes dias, 22 até hoje, que guardei “silencio de blog” por culpa da Tim – aguardem relato (TimWeb Severina) em breve para fins de autodefesa – fui, após uma via crucis de atendimentos inócuos, conduzido, creio que por essa Santa a quem devem agradar as preces dos fumantes, a uma pessoa que lhe deve o onomástico. Esta senhorita, Marta R., foi de uma paciência nunca menor do que a sua eficiência em seus esforços para devolver-me a espécie humana, hoje entendida como a Web. É verdade que existe uma corrente que advoga pertencer este privilégio aos barbeiros. Acho (experiência própria) que são complementares. A ela, a minha gratidão.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Ruth


A Herança

Se há uma coisa para ser lembrada da luta de Ruth contra o câncer é a sua resposta ao Dr. Ademir Abrão, do IPC, no dia do diagnóstico definitivo: “- Não importa se eu vou para o óbito ou a remissão. O que eu quero é que a minha experiência com a doença beneficie outros!”

O Exemplo

Ruth recusou o uso de opiáceos, de uso corrente para reduzir as dores porque não queria ser privada da autoconsciência. A sedação, da qual não voltaria, foi determinada por ela somente na madrugada de 21 de fevereiro e comunicada ao Dr. Frederico Rocha, que a atendia nessa fase, de viva voz.

Abençoada seja a sua memória!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Julio & Salvador

Allende lia Julio César. Natural para um militante socialista de formação humanística e democrática. Esta frase, ele a citou para Regis Debray durante uma entrevista em que era pressionado pelo radicalismo insano e inconseqüente do entrevistador. Saudade da Orianna Fallaci.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Valdemar?

...abro o celular e vejo “numero restrito”. Ainda assim resolvo atender. Tenho um amigo que quando liga da Universidade onde leciona, por sistemas de lá, origina uma chamada desse tipo.

17:44 hs.

Voz feminina, aparentemente jovem: Valdemar?

Respondo: não há ninguém com esse nome.

Ela insiste: eu quero falar com o Valdemar! Quem está falando?

Pergunto: para quem a senhorita ligou?

Resposta: Liguei para o Valdemar! Passa pra ele!

Repito: não há por aqui nenhum Valdemar.

Ela bate o telefone.

Uns quatro minutos depois a situação se repete integralmente, do mesmo numero restrito:

Voz masculina, aparentemente jovem e bem educado: Eu gostaria de falar com o Valdemar!

Informo-o de que não há neste numero nenhum Valdemar e que já havia dito o mesmo à senhorita que ligara antes. Pergunto-lhe para que numero ligou. Ele diz e respondo: o numero é correto, mas a pessoa está errada. Não há nenhum Valdemar.

Ele agradece e desliga.

Mais uns 4 minutos e a jovem liga novamente exigindo sequencialmente:
a) falar com o Valdemar.

Pergunto se é alguma brincadeira. Ela diz que não e
b) exige que eu me identifique.

Digo-lhe que jamais o faria para um “numero restrito”
c) pergunta o que tenho a esconder para não me identificar para ela (sic)

Respondo-lhe que, entre outras coisas, não desejar travar relações com o PCC e congêneres.
d) ela diz que “quem não deve não teme” e após um ruído que sugere um “mostrar a língua”, novamente bate o fone.

A ultima ligação que, curiosamente, foi a única registrada com um “sem numero” foi as 17:44 hs de hoje.

Pena eu não ter um rabino, um confessor ou um guru. Poderia perguntar a eles ao menos porque nem me passou pela cabeça que o nome da pessoa procurada fosse Waldemar.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Pessimista, eu?

Rumi foi o fundador da escola sufi dos Derviches Dançarinos e autor, sob forma de conto, da bem conhecida estória d'Os Cegos e o Elefante.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Post Data

As efemérides são tão comemoradas quanto rapidamente esquecidas. Em 27 de janeiro ultimo lembraram-se os 63 anos da libertação de Auschwitz, o símbolo maior da degradação humana. O discurso é sempre o mesmo: para que não volte a acontecer! Como se a humanidade tivesse aprendido! Stalin e seus gulags, o Khmer Rouge, Mi Lai, Hungria em 1956, a Primavera de Praga, as continuadas guerras (étnicas) tribais africanas, Abu Ghraib, Falluja ... . Variam as dimensões. Os genocidas estão mais cuidadosos. Em Auschwitz era um complexo de destruição humana compreendendo dez campos, os mais conhecidos Auschwitz 1, o próprio e Auschwitz 2 – Birkenau. Ali foram mortos em paredões de fuzilamento, metralhados em valas comuns, usados em experiências “científicas”, fornos crematórios e câmaras de gás, 4.000.000 de seres humanos, em sua imensa maioria, judeus. Uma orquestra de prisioneiros era obrigada a tocar durante as execuções. Diz-se que o preço da Liberdade é a eterna vigilância. Lembrem-se de que a cidadania não é fim em si. É um dos atributos da Liberdade. No Brasil, como em outros países de línguas neolatinas costuma-se usar a expressão “cú-do-mundo”. O que muitos não sabem é que este uso da expressão foi criado por um comandante do campo de concentração de Auschwitz, na Segunda Guerra sob a forma de “Anus Mundi” para informar os prisioneiros sobre onde estavam.
Para saber mais:
As efemérides são tão comemoradas quanto rapidamente esquecidas. Em 27 de janeiro ultimo lembraram-se os 63 anos da libertação de Auschwitz, o símbolo maior da degradação humana. O discurso é sempre o mesmo: para que não volte a acontecer! Como se a humanidade tivesse aprendido! Stalin e seus gulags, o Khmer Rouge, Mi Lai, Hungria em 1956, a Primavera de Praga, as continuadas guerras (étnicas) tribais africanas, Abu Ghraib, Falluja ... . Variam as dimensões. Os genocidas estão mais cuidadosos. Em Auschwitz era um complexo de destruição humana compreendendo dez campos, os mais conhecidos Auschwitz 1, o próprio e Auschwitz 2 – Birkenau. Ali foram mortos em paredões de fuzilamento, metralhados em valas comuns, usados em experiências “científicas”, fornos crematórios e câmaras de gás, 4.000.000 de seres humanos, em sua imensa maioria, judeus. Uma orquestra de prisioneiros era obrigada a tocar durante as execuções. Diz-se que o preço da Liberdade é a eterna vigilância. Lembrem-se de que a cidadania não é fim em si. É um dos atributos da Liberdade. No Brasil, como em outros países de línguas neolatinas costuma-se usar a expressão “cú-do-mundo”. O que muitos não sabem é que este uso da expressão foi criado por um comandante do campo de concentração de Auschwitz, na Segunda Guerra sob a forma de “Anus Mundi” para informar os prisioneiros sobre onde estavam.
Para saber mais: http://www.ushmm.org/research/collections/search/ph_catalog.php

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Feliz Ano do Rato!!!


A todas as gentis e pacientes leitoras e leitores, um Feliz Ano Novo Chinês sob a égide do simpático e benéfico Rato!
.
Lamen

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Dra. Clara T. Brandão

Dias atrás recebi um repasse de e-mail. O titulo era “Desativado por ser barato. Divulguem.” No corpo da mensagem estava escrito: “Será verdade? Não duvido.”

O texto, com ilustrações era este:
“Pioneira, há mais de três décadas Clara Brandão criou um composto alimentar que revolucionou a nutrição infantil.

A cena foi comovente. O vice-presidente José Alencar preparava-se para plantar uma árvore em Brasília quando foi abordado por uma nissei de 65 anos e 1,60 m de altura. Era manhã da quinta-feira 6. A mulher começou a mostrar fotografias de crianças esqueléticas, brasileiros com silhueta de etíopes, mas que tinham sido recuperadas com uma farinha barata e acessível, batizada de 'multimistura'. Alencar marejou os olhos. Pobre na infância no interior de Minas, o vice não conseguiu soltar uma palavra sequer. Apenas deu um longo e apertado abraço naquela mulher, a pediatra Clara Takaki Brandão. Foi ela quem criou a multimistura, composto de farelos de arroz e trigo, folha de mandioca e sementes de abóbora e gergelim. Foi esta fórmula que, nas últimas três décadas, revolucionou o trabalho da Pastoral da Criança, reduzindo as taxas de mortalidade infantil no País e ajudando o Brasil a cumprir as Metas do Milênio. E o que a pediatra foi pedir ao vice-presidente? Que não deixasse o governo tirar a multimistura da merenda das crianças. Mais do que isso, ela pediu que o composto fosse adotado oficialmente pelo governo. Clara já tinha feito o mesmo pedido ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão - mas ele optou pelos compostos das multinacionais, bem mais caros. 'O Temporão disse que não é obrigado a adotar a multimistura', lamenta Clara. Há duas semanas a energia elétrica da sala de Clara dentro do prédio do Ministério da Saúde foi cortada. Hoje, ela trabalha no escuro. 'Já me avisaram que agora eu estou clandestina dentro do governo', ironiza a pediatra. Mas ela nem sempre viveu na escuridão. Prova disso é que, na semana passada, o governo comemorou a redução de 13% nos óbitos de crianças entre os anos de 1999 e 2004 - período em que a multimistura tinha se propagado para todo o País.
Desde 1973, quando chegou à fórmula do composto, Clara já levou sua multimistura para quase todos os municípios brasileiros, com a ajuda da Pastoral da Criança, reduto do PT. Os compostos da multimistura têm até 20 vezes mais ferro e vitaminas C e B1 em relação à comida que se distribui nas merendas escolares de municípios que optaram por comprar produtos industrializados. Sem contar a economia: 'Fica até 121% mais caro dar o lanche de marca', compara Clara. Quando ela começou a distribuir a multimistura em Santarém, no Pará, 70% das crianças estavam subnutridas e os agricultores da região usavam o farelo de arroz como adubo para as plantas e como comida para engordar porco. Em 1984, o Unicef constatou aumento de 220% no padrão de crescimento dos subnutridos. Dessa época, Clara guarda o diário de Joice, uma garotinha de dois anos e três meses que não sorria, não andava, não falava. Com a multimistura, um mês depois Joice começou a sorrir e a bater palmas. Hoje, a multimistura é adotada por 15 países. No Brasil só se transformou em política pública em Tocantins. Clara acredita que enfrenta adversários poderosos . Segundo ela, no governo, a multimistura começou a ser excluída da merenda escolar para abrir espaço para o Mucilon, da Nestlé, e a farinha láctea, cujo mercado é dividido entre a Nestlé e a Procter & Gamble . 'É uma política genocida substituir a multimistura pela comida industrializada', ataca a pediatra. A coordenadora nacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns, reconhece que a multimistura foi importante para diminuir os índices de desnutrição infantil. 'A multimistura ajudou muito', diz. 'Mas só ela não é capaz de dizimar a anemia; também se deve dar importância ao aleitamento materno.' ISTO É' procurou as autoridades do Ministério da Saúde ao longo de toda a semana, mas nenhuma delas quis se pronunciar. 'O multimistura é um programa que não existe mais', limitou-se a informar a assessoria de imprensa. “

É verdade. Tive a honra de conhecer a Dra. Clara Takaki Brandão em Brasília, em 2005, no prédio da Anvisa II onde ela já amargava o ostracismo oficial num espaçoso gabinete compatível com a sua importância científica, mas só isso. Clara tem um jeito tão natural de fazer com que as pessoas façam as coisas certas que conseguiu introduzir valores nutricionais até no pequeno restaurante próximo dali onde fomos almoçar. Quando manifestei a minha surpresa para a dona do local pela perfeita harmonia entre a cozinha-por-quilo e a alimentação natural ela sorriu e olhando Clara disse: “a culpada é ela.” A Multimistura criada por ela é realmente eficaz e poderia significar a erradicação da desnutrição entre a população de baixa renda. Mas quando é que isto interessou de fato a qualquer governo? Vocês encontrarão na rede “artigos científicos” destinados a desacreditar a proposta e o trabalho dela. Um deles, produzido por três jovens de uma universidade carioca leva a palma da ofensa a inteligência. Ou para agradar o seu orientador ou os orientadores do seu orientador, esmeram-se num discurso que abstrai totalmente os resultados reais obtidos em anos de aplicação da Multimistura. Pior ainda é a abordagem metodológica falsa por ignorar o conceito de minerais-traço, ou oligoelementos ou microminerais. No Brasil, essa matéria médica é de conhecimento geral, ou ao menos deveria ser, desde a publicação da edição brasileira de julho de 1977 das Clinicas Médicas na América do Norte, totalmente dedicado ao assunto. Fazem lembrar a história (real) ocorrida no HC quando um chefe de equipe de ortopedia expulsou um dos seus médicos porque este ousou lembrá-lo de que eles estavam tratando um paciente e não uma radiografia. De acordo com o Dr. Larry Dossey, MD,PhD ( in Healing Words, HarperSanFrancisco, 1993) a oração tem poderes insuspeitados e profundos. Peço-lhes, diante do que lemos acima, que também orem por Clara e para que o seu trabalho possa ser convertido em ações objetivas da parte daqueles que tem a condição de desencadeá-las.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Futebol & Zodíaco

Nestes últimos dias do ano do Porco e na espera do ano do Rato descubro-me perguntando se ele teria sido bom para o Palmeiras. Minha condição de palmeirense é bastante estranha. Recebi-a como herança de família, junto com uma carteira de associado do meu pai do Palestra Italia. E lembro dele e do seu Mario Beni conversando e contando anedotas. Não entendo de futebol. Nunca entendi. Uma prova disso foi o encontro com o Djalma Santos nas Loja Americanas no centrão velho naquele ano de 1963. Estávamos lá o Juca e eu. Ele me dá um cotucão e diz: -“Olha lá o Djalma Santos! Pede um autógrafo pra ele!” Comecei a olhar em volta como um idiota, confesso que procurando um camarada qualquer como uniforme verde do Palmeiras ...e não vi nenhum. Ele insistindo no autógrafo e apontando discretamente um individuo em roupas comuns. “Pede você! Eu nunca vi o cara antes.” E ele com seus problemas de ética de torcedor: “não posso, sou corintiano!” Passamos a seguir o jogador enquanto discutíamos quem queria e quem deveria pedir o tal autógrafo. Vencido pela cobrança em nome da amizade, fui até ele e pedi, em nome do Juca. Tenho até hoje a certeza de que o Djalma Santos deu o autógrafo só pra se ver livre dos dois pentelhos que estavam andando “discretamente” atrás dele dentro da loja cochichando. Espero que o Juca tenha guardado o autógrafo pelo menos em memória do mico que paguei.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

para a história paulista

Primeira década do sec.XX
Lençoes, situada as margens do rio de mesmo nome que nasce na serra dos Agudos e desagua no Tietê. Produção: café-62.500 "saccos annualmente e assucar". Assinalados na foto: 1) primeira escola (alfabetizava em italiano); 2) Hotel "Central", e único; 3) Cinema (mudo) embora as ruas não tivessem ainda iluminação. Ao lado dele ficava a "macchina de beneficiar" algodão. Ramal ferroviário atendido pela E.F. Sorocabana e E.F. Ituana.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

D. Joana Galvão, m. em 7 de agosto de 1680

D. Joana Galvão,
Onde estiver.

Minha Senhora,

valho-me, por endereçamento, da forma usada pelos vossos filhos espirituais na revolução Constitucionalista de 1932. Peço-lhe não estranhar a linguagem e a forma desta carta. É coisa destes tempos, tão diferentes daqueles em que vivestes, vós e vosso companheiro, Capitão Manoel Galvão. Neste ano em que estamos, MMVIII, completar-se-ão, no dia 7 de agosto, 328 anos do sacrifício de ambos, ao lado de outros bravos paulistas, na defesa da nascente Colônia Militar de Sacramento, defronte a cidade de Buenos Aires, com o rio da Prata pelo meio. Poucos, muito poucos contra os quase seis mil inimigos que vos assaltaram. Os americanos, povo que tomou esse nome cem anos após as vossas mortes, fazem um grande alarde sobre uma batalha semelhante a que enfrentastes, contra um numero bem menor de inimigos e chamam-na “o Álamo” . Sobre vós pesa um quase esquecimento. A história, quando manejada por governos totalitários de qualquer matiz tende a ocultar o que entende como derrotas.

Mas por ser verdadeiro o dito “Fortuna juvat audaces” as memórias de honra e bravura não podem ser extirpadas. E afortunada é uma memória que mesmo sem nomes permanece no espírito de sua gente. Ao escrever-vos esta carta aberta é minha intenção dividir com os do meu tempo a vossa história de mulher e guerreira. Fica pois a narrativa de D. Manoel Lobo* em carta de 21 de setembro de 1680, escrita 14 dias após os fatos e enviada ao Príncipe Regente D.Pedro, posteriormente Pedro II de Portugal:

“...E ergue-se, num fundo de apoteose, um vulto varonil de mulher, D. Joana Galvão, que vendo cair morto o esposo, Capitão Manoel Galvão, toma-lhe da mão ainda quente a espada gloriosa e se atira ao fragor da luta, e não se rende embora queiram lhe poupar a vida, tombando, trespassada de feridas sobre o corpo inerte do esposo, na mais heróica e admirável das atitudes da raça.”

Sede pois, como se disse da Outra, bendita entre as mulheres!

* D. Manoel Lobo, comandante da praça e testemunha ocular, guardava leito por doença tendo transferido o comando dela ao Capitão Manoel Galvão.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Centésima postagem


Centésima postagem! Sempre parafraseando Manolito, o personagem do Quino: “Hay de todo em este blog de Dios!”

Pois hoje vou postar uma história que contei sempre que o assunto era a dedicação dos animais aos humanos. Desta vez tenho a foto da heroína, Lili. Benditos guardados anárquicos. Acho que em breve postarei algo do tipo “Limpeza em Arquivos Anárquicos e fontes documentais”.

Quando moramos em Caldas Novas, GO, há 30 anos atrás, trabalhava no único pequeno hospital da cidade um bioquímico, o Paulo. A família era constituída por ele, a esposa e três filhos, o da foto o mais novo, e a Lili. Todos se tornaram amigos nossos e o menor tinha uma grande ligação com a Ruth. A Lili era uma doublè de companheira de folias e guardiã das crianças. Gentil, inteligente e afetiva com os adultos, sempre exprimia na sua relação com eles uma grande maturidade. No meio de uma tarde de verão, enquanto o garotinho da foto brincava no chão frio da cozinha e a babá assistia televisão na sala (os pais trabalhavam e os irmãos estavam na escola) entrou pela porta que dava para fora uma grande aranha do cerrado, dessas perigosas e letais, que se deslocava na direção dele. Lili, que estava sempre ao seu lado, atacou a aranha latindo alto e furiosamente. A babá atraída pelo barulho olhou a cena e correu para “buscar socorro” sem pegar a criança. Lili lutou com a aranha mordendo-a e sendo picada por ela. Quando a ajuda chegou, a aranha estava morta e Lili agonizava ao seu lado. Levada para o hospital, chegou a receber soro e medicação (na cidade só havia um “vacarinário”, veterinário que descornava bois). O Paulo e o Geraldo, este médico, fizeram o que sabiam e podiam. O veneno já tinha tomado o seu corpo e ela morreu durante uma parada respiratória. Conforme o Geraldo, que antes de fazer medicina criou-se em fazenda goiana, se a criança tivesse sido picada, o óbito seria inevitável. Por ela e sua memória, invoco a Tradição: “quem salva um ser humano, salva toda a humanidade!” Lili o fez!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

180 anos!


Foi exatamente em 1828. Casparus van Houten (1770-1858), um holandês, usou e patenteou uma prensa hidráulica que separava a manteiga das sementes de cacau. Vale um ano de comemoração. Graças a ele temos hoje o chocolate em barras e em pó. Deus o tenha entre os seus!

domingo, 13 de janeiro de 2008

Estrada Parque

Quem passa pela rodovia Itú-Jundiaí vê uma indicação Cabreuva/Estrada Parque. Já passei por ali muitas vezes chegando a observar o fluxo de romeiros que tomavam a dita estrada em direção a Bom Jesus de Pirapora. Hoje, depois de mais uma manhã dedicada a Operação Casa Limpa (há bom tempo em andamento, removendo o acúmulo de inutilidades, algumas semicentenárias), resolvi sair e ir conhecê-la. Mesmo com chuvisco constante, as suas muitas curvas e alguns idiotas que não perceberam o que é uma estrada-parque, valeu a pena. Pela estrada. Uma grande placa, mais o menos na metade do caminho indica a tal Fazenda do Chocolate muito badalada nas publicações regionais e nativas. Puro marketing. Artesanato industrial (sounds crazy, no?), vinhos mineiros(?), cachaças mineiras (algumas com turvação). Quanto ao chocolate, é igual a qualquer chocolate feito em casa por quem não conhece chocolate. Atende um grande volume de público que jamais experimentou um bom chocolate sério e deslumbra-se com meia dúzia de pavões andando entre os passantes. Não percam tempo aí. Cabreúva também, mais parada do que nunca, teve a sua simpática pracinha provinciana destruída pela atual administração municipal e está em obras. Como passeio, só valeu mesmo pela estrada.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Deus & o sentido da vida

Envelhecer tem as suas vantagens. Uma delas é tornar-se coetâneo do diabo e levá-lo tão a sério quanto qualquer outro companheiro de farras de juventude. O brilho da transgressão embaçado pelo hábito já não causa excitação. A Liberdade é um valor sagrado tão firmemente estabelecido que não envolve a necessidade de contestações. A sexualidade tem o objetivo do conhecimento da essência feminina e a mulher passa a ser preferida em lugar da fêmea. Tornamo-nos menos gregários, mais silenciosos, precisamos de um pouco de solidão para poder pensar e beneficiar o e do vivido. E o vivido é o passado completo, até aquele momento. O futuro torna-se uma sub-função de práxis derivada da função análise/síntese das possibilidades, apoiada no banco de dados da memória. É projeto de curto prazo. O que conta é que essa práxis seja totalizadora. O objetivo não está mais em nós mesmos, mas no que podemos produzir para os outros. E quanto mais amplo for o sentido de “outros”, maior a possibilidade de realização. Não temos mais ilusões inúteis. Apenas as permitidas como o tempero da vida que a cozinha, a longo praticada com carinho ensina. Cozinhamos o nosso tempo fazendo dele alimento espiritual. Qualquer religião, por incompatível com a Liberdade, já estará há muito descartada. As congregações são o apoio dos que nunca compreenderam o verdadeiro sentido fraterno da amizade ou precisam sentir-se populares. A outra vantagem do envelhecimento é – ou deveria ser - a erradicação definitiva do egoísmo. Esta é uma leitura que, para ser eficaz, deve ser feita através da confrontação do individuo consigo mesmo, sem levar em conta as expectativas de terceiros, que se forem boas podem induzi-lo a vaidade e ao orgulho, se forem ruins, pode representar a manifestação do egoísmo delas (não somos o que elas querem que sejamos). Insisto: ao envelhecer, já que tivemos tempo para o aprendizado, o objetivo não está mais em nós mesmos. Os que tiveram, nos seus dias, a sorte de dedicar-se e servir livre e conscientemente ao próximo, descobrem que o saldo da fadiga é aprendizado intenso. Daí que a perspectiva funcional deve ser orientada para o mais pleno emprego do conhecimento adquirido. E sempre que houver ressonância, partilhado. O Grande Prêmio, se é que há algum, é a paz interior. Que não significa inação nem alienação. Antes, ação consciente. Outra, ainda maior, é que não precisamos mais pensar na morte. Ela está mais próxima e deveríamos já ter claro que é apenas a cessação da vida natural. Viver cada dia é algo que deveria ser ensinado na infância de todos os seres humanos. Ao envelhecer, é “antes tarde do que nunca”. É parte da construção da paz interior. Dentre as mudanças profundas que a sofremos, a mais evidente é a noção de tempo. O distanciamento cronológico de acontecimentos históricos que permearam a nossa vida dá-nos pela primeira vez a noção de “tempo” incluindo aspectos como extensão, duração e sua relação com o espaço, de modo pessoal porque sob a ótica do observador. Essa abstração tende, naqueles como nós que optaram ainda na juventude por um teísmo puro, a favorecer reflexões sobre a natureza da divindade e a figuração divina. Nada de longas barbas brancas, vozes tonitroantes, fogos de artifício. Também exclui-se a figura consoladora e paternal. O que fica é algo sutil e luminoso. É Presença! O Panteísmo é a única doutrina compatível com a mecânica quântica e a dignidade humana. Conceitos como creacionismo e evolucionismo são reduzidos a sua justa medida. A fé mostra-se como é de fato: burra e asfixiante. Conceitos como Graça ganham sentido e são traduzíveis por harmonia inesperada. E alegremente percebemos que essa manifestação de uma força maior sempre ocorre como fruto de um desejo intenso... para aqueles a quem desejamos. A salvação, que nunca compramos (171 espiritual) nem faz parte de qualquer cogitação. Porque vivemos e em nós viveu e vive uma parte dessa Divindade. Honrá-la é ser livre e ético. A moral é relativa e sempre serve aos que se auto-investem de algum tipo de poder, sempre espúrio. O amor tem a dimensão de algo ilimitado. Mas isento de paixão. Manifesta-se na busca do servir objetivamente (isto é, conforme os próprios limites reais) e permite vínculos fraternos claros porque estabelecidos sob a luz do espírito. Separa-se com mais facilidade o mundo das contas a pagar com seus códigos de barras daquilo que deveríamos estar sendo nesse momento. E um sentido imenso de gratidão cósmica cresce no nosso interior por ainda participarmos da vida. E de igual modo, em gratidão e paz, estamos prontos a entregá-la livremente. Não. Não acho que exista um sentido único para a Vida alem da infinita multiplicidade de aspectos dela mesma. Se há premio, compensação ou pagamento pela vida de um ser qualquer, humano, animal ou vegetal esse já lhe foi conferido através do entrar no mundo, independentemente da avaliação. E nela, essa Presença que nos une, pela energia da consciência, a mais distante galáxia. Acho, afinal, que Deus existe – em nós e nos infinitos universos e a sua Presença, na beleza da eternidade, é a maior manifestação do Seu Amor.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Deus, um delirio

“Deus, um delírio”, Richard Dawkins, 520 pags.,Companhia das Letras,2007.

Um livro quase delicioso. Talvez o seu mérito seja o de fazer alguns leitores abrirem os olhos para os grilhões religiosos que os prendem. Quanto a negação do teísmo, entendido como a consciência da manifestação divina, isenta de qualquer vinculo religioso, sua contribuição esbarra na necessidade da “prova científica” da existência de Deus. Ao longo da história humana, em qualquer estágio do processo civilizatório, pequenos grupos de humanos sempre souberam instintivamente que havia uma outra realidade alem daquela que podia e devia ser mensurada, conceitualizada e operacionalizada para fins práticos (esta foi a origem da “ciência”) sem a interveniência da fé. Destes, a maioria acabou por reunir-se em sociedades iniciáticas que, por sua vez oscilam, a medida que as gerações passam, entre agirem política e comercialmente ou segundo o projeto original. O saldo da sua ação é quase sempre positivo.
Já as religiões... . Um claro exemplo é o das chamadas igrejas cristãs e é bom lembrar que a católica tem esse nome para afirmar as suas pretensões a uma “universalidade” hegemônica. A mensagem de Jesus de Nazaré que na sua forma visível era a da Fraternidade Universal e devolvia a qualquer um, através do batismo pelo Espírito a sua integração ao cósmico foi plasmada numa materialidade expansionista sob formas institucionais que as tornam, em maior ou menor grau, irmãs da Shell, da Exxon, da General Motors, da Sony, etc. Quem critica os métodos da CIA e o extinto (?) KGB deve lembrar que trocar governantes hostis por simpatizantes foi uma prática normal do Vaticano desde as suas origens.
Mas voltemos ao livro do Dr. Dawkins: o conteúdo de informação sobre o lado oculto (ou propositalmente esquecido) das religiões torna a sua leitura extremamente agradável e útil. Seu alerta sobre o fundamentalismo religioso, incluindo o americano, apoiado no fato de ser a maior potencia militar do planeta hoje, é sólido e necessário. Viver no clima de tolerância religiosa inerente a condição brasileira de hoje pode tornar algumas preocupações do autor um tanto risíveis. Mas num tempo de Internet, não dá pra dizer que o futuro não nos reserva uma quota pesada de obscurantismo. Caetano quando era lúcido escreveu (e cantou) “é preciso estar atento e forte”. Espantem-se e divirtam-se com a estupidez dogmática documentada com extremo bom gosto nesse livro. Leiam “Deus, um delírio”!

Quanto a mim, sou teísta, mas não religioso. Minha experiência religiosa foi suficientemente diversificada para descobrir que não precisava de nenhum lobista espiritual. Mas isso fica para outra postagem. Espero que gostem da ilustração/piada. Na próxima encadernação quero vir com uma centelha da alma de Groucho Marx.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Fumantes:

"A ciência moderna costuma interpretar mal as causas. Quando estudante eu costumava dizer: “É verdade que fumar causa câncer? Ou é verdade que [a predisposição para o] câncer causa o hábito de fumar?” Enquanto nós refletimos sobre as causas de problemas reais, é cada vez mais importante que perguntas como estas sejam feitas."
Brian J. Ford in "Brian Wave Column, Chain Reaction, out.1996

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Começou mais um Banho de Sangue Japonês!

Estranho? Não! É para lembrar que o Japão iniciou a temporada de caça as baleias. A imagem acima é da "ALV - Animal Liberation Victoria" da Austrália.
Todos os anos, sem que exista nenhuma justificativa de carater alimentar, a não ser um exercício de prepotencia, mais de 10% da população planetária de baleias é massacrada para manter a "tradição" niponica do seu consumo. Mais de 1.000 baleias são caçadas e mortas sob a alegação de "pesquisa científica" indo terminar nos mercados de peixes do Japão.
A brilhante tecnologia do dito "país do sol nascente" nada faz para eliminar esse ranço feudal.